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  • Foto do escritorHenrique Correia

Albuquerque: melhor a fechar do que a abrir...



Mas sem dúvida que o líder terminou o Congresso melhor. Menos "agressivo", mais adaptado aos resultados das internas, menos absoluto, pelo menos para fora.





O primeiro dia do Congresso do PSD Madeira não correu nada bem a Miguel Albuquerque, foi um dia muito emocional e o líder, que diz conviver bem com os desafios e com a oposição interna, andou irritado o dia inteiro, se pudesse voavam cadeiras com gente lá dentro e só se salvavam os que ficaram de pé a ver o presidente falar das internas como se tivessem sido ontem e como se tivesse tido um resultado tão absoluto que o resto valia zero. E não foi assim, como se sabe, Albuquerque teve 2.2 43 votos (54,3%) e Manuel António 1.856 votos (44,9%). Uma diferença curta, um partido dividido na votação, como está fácil de ver e de perceber.

Claro que as eleições passaram, há um líder ligitimamente eleito, com mandato para escolher a equipa, fazer as políticas e assumir as consequências. Mas com uma responsabilidade acrescida, não de barafustar contra os críticos e de ter uma atitude do género Montenegro, de maioria absoluta só na cabeça, mas de procurar consensos sem abdicar dos seus objetivos. Esta coisa de reagir dizendo que "fui eu que ganhei e a estratégia é minha e os outros são os outros", como deu a entender numa entrevista de má memória no estádio móvel da RTP-M no congresso, revela alguma instabilidade estratégica interna mais própria de quem quer arrumar os que discordam do que quem pretende aglutinar o partido.

Tanto na intervenção como na entrevista, foi de uma infelicidade enquanto líder que deve nivelar a sua postura por cima. Já há muito tempo não víamos Albuquerque com aquela postura perante as questões dos jornalistas Gil Rosa e Jorge Sousa, também porque jornalisticamente tocaram nas "feridas" e isso, às vezes, não é muito habitual, por razões cuja profundidade poderia caber num outro artigo. Albuquerque teve momentos que até respondeu com a cara virada para o lado contrário dos jornalistas, o que não é correto como o próprio sabe muito bem, e demonstra intranquilidade que o próprio não pretendia, não fora o estado de "ir à cara de alguém" se fosse possível.

Miguel Albuquerque começou mal este congresso, mas em contrapartida correu francamente melhor o encerramento. E é preciso dizer, por ser verdade, que a liderança e a postura de Albuquerque, no PSD-M, não foram nem tão boas como o Congresso deixou na consagração do líder, nem tão má como muitos apontam, sobretudo em tons mais radicalizados. Tirando aquela opção de prosseguir na liderança recaindo sobre si a desconfiança de ser arguido num caso envolvendo suspeitas de corrupção. Mas mesmo assim, se os militantes acharam que não tem importância e se os eleitores fizerem o mesmo a 26 de maio, então nada a acrescentar a uma eventual vontade maioritária do povo, que já se viu pouco motivado a reagir por questões de princípio. Mas isso não é culpa de Albuquerque. Não será defeito de Albuquerque, é mais "feitio" do povo. Em Democracia é assim, prevalece o "feitio" do povo.

Mas sem dúvida que o líder terminou o Congresso melhor. Menos "agressivo", mais adaptado aos resultados das internas, menos absoluto, pelo menos para fora. "Saímos unidos, congregados e determinados para ganhar as eleições e, acima de tudo, para continuar a trabalhar em prol da Madeira e dos Madeirenses. Sei que seguimos juntos, que todos os que colocam a Madeira em primeiro lugar vêm também e que, em uníssono, defenderemos o projeto e a génese social democrata", disse Albuquerque.

E já não foi tão direto, como tinha sido, relativamente ao CHEGA: "Não há portas abertas a nenhum partido e que o que há é, sim, o respeito pela vontade soberana da população e, a partir daí, a capacidade de encontrar soluções de estabilidade e governabilidade para a Região".

Tem a palavra o povo a 26 de maio.



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