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  • Henrique Correia

Albuquerque no "dilema" de apostar nas casas de luxo sem deixar jovens sem casa



Uma aposta é o luxo, outra aposta do Executivo é na promoção de habitação apoiada e rendas apoiadas, tendo por objetivo assegurar o acesso à habitação por parte das famílias de classe média e casais jovens.




Desde que a Madeira constrói o luxo que constrói, através de vários empreendimentos virados para nichos de mercado de grande investimento, com a Região a apostar nesta entrada de capital gold, logo surgiu o problema que o próprio Albuquerque tentou estancar à partida. Como construir luxo e dar casas decentes a preços decentes na cidade e arredores, para investimento dos residentes e sobretudo dos jovens. O presidente diz ter solução, mas o dilema poderá adensar-se se não houver um sinal do que pensa fazer: construir a preços controlados mas sem bairros. Falta ver na prática.

O líder do executivo diz-se "atento à habitação para residentes e estrangeiros de alto rendimento e nesse sentido iniciou hoje, em conjunto com o secretário da Ecinomia, Rui Barreto, a auscultação a empresários do setor, tendo em vista a aposta no mercado de alto rendimento e, também, o acesso de famílias de classe média e casais jovens

Segundo revela uma nota do Executivo, publicada nas plataformas digitais, na visita à imobiliária PrediFunchal, Miguel Albuquerque salientou tratar-se de "um mercado com duas componentes – uma interna e uma externa –, considerando ser fundamental perceber que a componente externa, nomeadamente a nível dos denominados residentes de alto rendimento, constitui um segmento importante para a Madeira e Porto Santo, com impacto nas economias locais – algo percetível na Calheta ou na Ponta do Sol – e na entrada de capitais".

A mesma informação refere que "Miguel Albuquerque adiantou que o Executivo, através da Secretaria Regional de Economia, está também já a trabalhar, tendo em vista já o Orçamento da Região para 2022, o novo Código de Investimento para a Madeira, cujo condensado de normas visa incrementar a atratividade da Madeira, enquanto mercado de investimento estrangeiro, contemplará, também, o setor imobiliário".

O líder do Executivo lembrou que a região autónoma tem a oportunidade de crescer ainda mais, enquanto destino de investimento no imobiliário, considerando que Lisboa e o Porto deixam de ser regiões elegíveis para o programa de vistos gold.

Paralelamente, o governante não descurou a componente do mercado interno, reiterando, uma vez mais, a aposta do Executivo na promoção de habitação apoiada e rendas apoiadas, tendo por objetivo assegurar o acesso à habitação por parte das famílias de classe média e casais jovens.

Resta saber como é que o Governo vai construir como bairros sem criar bairros. Um desafio sem dúvida.

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