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Albuquerque obrigado a "golpe de rins" em São Vicente

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
29 de jul. de 2025
2 min de leitura



Fernando Góis "pessoa popular, competente", como disse o líder do PSD-M, deverá ser substituído por António Gonçalves, que já tinha uma candidatura independente em marcha.



Miguel Albuquerque quer "golear" 11-0 nas próximas autárquicas. Resta saber se tem "pontaria" para ultrapassar os problemas.



A RTP Madeira tinha avançado ontem com a possibilidade de Miguel Albuquerque ter problemas com a escolha do candidato por São Vicente e de estar em cima da mesa a renúncia do escolhido Fernando Góis e uma nova opção recrutada no candidato que já tinha apresentado o movimento independente, António Gonçalves.

Hoje, o JM dá esta alteração como certa, o que implica que o movimento independente vai mesmo desfazer-se por via desta reviravolta, sendo que vozes críticas locais apontam que António Gonçalves não devia aceitar o convite do PSD e mantinha a decisão de avançar com o movimento. Aceitando, dizem, demonstra que a prioridade era o "tacho" e não a coerência de posições. Tinha inclusive apresentado um antigo líder do PS, João Carlos Gouveia, para a Assembleia Municipal, que agora vai descartar.

Quem fica mal na fotografia é, além de António Gonçalves, o líder do partido Miguel Albuquerque, que inevitavelmente cedeu à pressão e sobretudo, dizem, ao facto de José António Garcês ter "ameaçado" ir para a Assembleia Regional (deputado eleito) como "deputado não inscrito", caso o PSD, coligado com o CDS, não escolhesse o "seu" candidato, no caso António Gonçalves. Se essa ameaça fosse por diante, o PSD poderia ficar com a maioria absoluta em risco no Parlamento.

Recorde-se que anteriormente o presidente da concelhia, Guido Gonçalves, tinha acusado Miguel Albuquerque de decidir sem ouvir as estruturas locais, o que motivou a reação do líder do PSD-M dizendo que

"o presidente da Concelhia não põe os pés na Concelhia há bastante tempo. E nem vive sequer em São Vicente...a escolha do candidato foi feita com base em auscultações locais e não imposta de cima. Eu disse e volto a dizer que consultei os principais agentes autárquicos do concelho”, disse Albuquerque, como referiu o Diário. "Todos foram unânimes no apoio àquilo que era lógico: o actual vice-presidente, o Fernando Góis, que é uma pessoa popular, competente e que estava destinado a dar seguimento ao belíssimo trabalho que foi feito. Portanto, não vale a pena estar a arranjar confusões onde elas não existem.”

Esta é a segunda situação delicada para Miguel Albuquerque depois de ter falhado a candidatura de Savino Correia em Santa Cruz, mas então com um processo menos adiantado relativamente ao de São Vicente neste momento.

 
 
 

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