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  • Henrique Correia

Albuquerque promete auscultar o PSD do Porto Moniz sobre o candidato


"Eu vou resolver, não tenho medo de resolver as situações", diz o líder do PSD Madeira sobre o recuo do candidato do Porto Moniz.




"Eu vou resolver, não tenho medo de resolver as situações". Foi assim que o líder do PSD Madeira abordou a inesperada recusa do indigitado candidato à Câmara do Porto Moniz, Marco Gonçalves, alegando razões de saúde. O PSD tem um problema para resolver? Tem, mas Miguel Albuquerque desvaloriza e já tem nomes na cabeça.

Sabe-se que o líder social democrata madeirense quando decide está decidido, mas em diversos momentos revela alguma distância relativamente às bases, sendo que a escolha dos candidatos às autarquias tem registado alguma ausência de participação das estruturas locais enquanto organizações representativas do partido localmente. Dizem que esse problema tem acompanhado o processo autárquico, onde as opiniões centralizadas no Funchal têm caracterizado uma forma de decidir do líder, enquanto algumas fontes adiantam que a defesa das bases e da sua importância tem sido estado sempre presente através do secretário geral José Prada, que pelos vistos não tem conseguido dissuadir Miguel Albuquerque de manter a sua estratégia, que no caso do Porto Moniz acabou por não resultar pela saúde do candidato, mas também pelo incómodo interno local sobre o candidato, adiantam.

Ontem, à margem de uma visita a uma exploração agrícola, Miguel Albuquerque prometeu ouvir a comissão política, o que para muitos constitui um passo em frente para tratar melhor o assunto, desta vez. Albuquerque não pode correr o risco de novo "passo em falso" num concelho difícil de recuperar em condições normais, face à gestão de Emanuel Câmara, do PS, mas ainda mais difícil com avanços e recuos de candidatos por parte do PSD.

Há quem defenda que embora existam quadros dirigentes no PSD Madeira, os chamados operacionais, que tratam da vida do partido, Miguel Albuquerque deveria ter uma maior envolvência de âmbito partidário, que não apenas aquelas reuniões locais em tempos próximos de eleições. É verdade que o Governo absorve atenção, para mais num quadro pandémico e de dificuldades económicas, mas muitos defendiam que Miguel Albuquerque devia decidir, porque o líder decide, mas ouvindo as bases mais vezes. Evitaria alguns problemas e não deixaria as estruturas locais com esta sensação de distanciamento relativamente à Rua dos Netos. Ou à Quinta Vigia.

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