Albuquerque queria Seguro a visitar Hospital
- Henrique Correia

- 10 de jun.
- 2 min de leitura
Considerado Projeto de Interesse Comum, para o País, o novo Hospital fica de fora da agenda do Presidente da República, que visita a Região a 11 e 12 de junho.

O site da Presidência da República divulgou o programa da visita do Chefe de Estado à Madeira para participar, no dia 12, na Cerimónia comemorativa dos 50 anos da Autonomia e nos 40 anos da integração de Portugal na União Europeia, tendo como palco a Fortaleza do Pico, um espaço emblemático mas que deixa algumas questões de acesso e de segurança. Mesmo assim, será ali com a "luz verde" dos serviços de segurança do Presidente.
Mas olhando para o programa da visita, que começa a 11 de julho na Universidade nas Startup e na ARDITI, salta logo à vista uma "ausência" estranha relacionada com o Hospital Central e Universitário da Madeira, considerado Projeto de Interesse Comum e comparticipado, em 50 por cento, pela República. Daí ser ainda mais estranho que mantendo uma deslocação ao novo Hospital com praticamente todas as agendas de ilustres visitantes, não ocorra tal espaço na agenda para comportar uma visita à unidade hospitalar de futuro e de interesse nacional.
Segundo algumas "fontes governamentais", o estranho não pode ser imputado a qualquer atitude do Governo Regional, uma vez que sempre foi intenção de Miguel Albuquerque convidar António José Seguro para visitar a nova unidade de Saúde da Região, uma vez que já é considerada uma "obra emblemática" da Madeira. E nesse contexto, ao que se apurou, essa possibilidade ficou em aberto, mas por razões desconhecidas acabou por não figurar na agenda, sendo que as mesmas "fontes" admitem que essa impossibilidade tenha a ver com o tempo curto de visita à Região, argumento que consideramos pouco sustentável por estar em causa uma obra prioritária, o novo Hospital.
Recorde-se que a obra do Hospital tem sofrido algumas situações que têm travado o tempo dos trabalhos e sobretudo os custos. Recentemente, o Governo Regional revelou que foram apresentadas propostas para a 3.ª e última fase da construção do Hospital Central e Universitário da Madeira, referente às “infraestruturas gerais, acabamentos e instalações técnicas”. Nenhum dos cinco agrupamentos convidados a apresentar proposta respondeu positivamente ao convite efetuado. Nesta sequência, a Secretaria Regional esclarece que já está a analisar os motivos invocados pelos concorrentes para a não submissão de propostas de forma a definir os termos em que deverá ser lançado um novo procedimento.
Foram convidados a apresentar propostas os seguintes agrupamentos:
- Tecnovia Madeira, Sociedade de Empreitadas SA; AFAVIAS - Engenharia e Construções, S.A; HCI - Construções, S.A.
- ETERMAR - ENGENHARIA, S.A.; CASAIS - Engenharia e Construção, S.A.
- Teixeira Duarte - Engenharia e Construções, S.A.; TDGI Tecnologia de Gestão de Imóveis, S.A.; EPOS - Empresa Portuguesa de Obras Subterrâneas S.A.
- MOTA-ENGIL, ENGENHARIA E CONSTRUÇAO, S.A.; CAPSFIL - Carlos Augusto Pinto Dos Santos & Filhos, SA
- ACA - Alberto Couto Alves, S. A.; RIM - Engenharia e Construções, SA; OMATAPALO - ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO S.A.
Esta terceira fase da empreitada tinha um preço base de 265 milhões de euros e abrange as infraestruturas gerais, acabamentos e instalações técnicas da futura unidade hospitalar.
O presidente do Governo já anunciou que em breve haverá um novo procedimento concursal, admitindo derrapagem, no tempo e nas verbas.



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