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  • Henrique Correia

A "moça" do CDS quer fazer mossa no PSD

Atualizado: 9 de Ago de 2020

A ideia de não querer fazer o papel de menina nesta relação, soa a estranho




Não percebi aquela de Rui Barreto vir dizer, no DN, que o CDS, suponho que enquanto partido, não é moça do PSD. Moça? Moço vá que não vá, assim mesmo no masculino.

Mas Barreto tem razão para este "aperto" a Albuquerque. Quer assegurar este acordo nas Autárquicas de 2021 e já deve saber que dentro do PSD-M a coisa está muito difícil

Agora a preocupação de dar a ideia de não querer fazer o papel de menina nesta relação, soa a estranho. Para não dizer outra coisa. Moça é uma jovem, se for de recados é depreciativo, se for de companhia ainda é pior. Companhia partidária, esclareça-se. Se for entre os líderes da coligação inquebrantável, não há necessidade de haver este sentido machista, certamente involuntário, em que o facto de ser moça é logo associado a um papel secundário de elo mais fraco. Não sei se Barreto pensou nisso, de estar a colocar Albuquerque no papel de macho desta "aliança". Nem sei se esta foi uma forma de dar um "Chega para lá" um dia depois do líder do PSD Madeira ter vindo a público admitir uma aproximação a André Ventura, o que deixou incrédulos os próprios militantes "laranja". E o CDS deve ter ficado a sentir-se como a "outra moça". Mas Barreto tem razão para este "aperto" a Albuquerque. Quer assegurar este acordo nas Autárquicas de 2021 e já deve saber que dentro do PSD-M a coisa está muito difícil, com conhecidos atritos ou diferenças de opinião entre o secretário-geral José Prada e o lider Miguel Albuquerque. Prada fala com as bases e não acha boa ideia coligações generalizadas nas eleições locais. Albuquerque nem ouve e quer viabilizar o acordo para não ter problemas na coligação. Um problema interno para resolver. Ou não. Depois do CHEGA, esta da "moça" pode fazer mossa no PSD.

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