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  • Henrique Correia

Assalto a casa em Santo Amaro resulta na morte de um assaltante



As autoridades devem intervir a tempo para que a aposta nos investimentos de luxo, cujas exigências apontam essencialmente para o destino seguro, não comece a desvanecer-se desencorajada pelas situações e pela eventual inércia das entidades.



Dois homens assaltaram uma casa no Poço Barral, Santo Amaro, mas correu mal e terminou com a morte de um dos assaltantes, que terá sido atingido com arma branca pelo filho do proprietário, que surpreendeu os homens no quintal. O outro assaltante colocou-se em fuga.

A notícia foi publicada pelo Diário e dá registo de uma situação que, infelizmente, surge na sequência daquilo que vem sendo a realidade a cada dia que passa, a insegurança, os assaltos ao património, os furtos na rua, a insegurança que se sente é por tudo isto. Os números representam outra coisa, vale para dar a imagem de melhoria quando se sente o agravamento da situação, agora até com resultados que no caso deste episódio foi ao limite, a morte.

Reporta aquele matutino que os proprietários deram conta da presença de intrusos e terá havido mesmo confronto físico que motivou a chamada da polícia, que ao chegar ao lical já não detetou a presença de qualquer um dos assaltantes. Assim que a PSP abandonou o local, os homens voltaram, diz o Diário que provavelmente para ajuste de contas, e foi aí que se deu a morte de um deles, uma vez que o filho do proprietário, em inferioridade numérica, muniu-se de uma arma branca. A polícia voltou, mas desta vez para registar um homicídio e proceder à detenção do presumível autor.

Este caso, como se disse com final trágico de uma morte, surge no mesmo fim de semana em que foram assaltados um restaurante e um bar na Rua do Carmo, zona que vem revelando algum desconforto mesmo à luz do dia, mas agravando-se com o cair da noite. Mas há mais por outras zonas da cidade.

Estas situações obrigam a uma reflexão muito além do políticamente correto de passar a mensagem de cidade segura. As autoridades devem intervir a tempo para que a aposta nos investimentos de luxo, cujas exigências apontam essencialmente para o destino seguro, não comece a desvanecer-se desencorajada pelas situações e pela eventual inércia das entidades competentes, que à boca cheia promovem o luxo em nome de uma segurança que começa a parecer areia a fugir entre os dedos.

É importante que os cidadãos não cheguem a um ponto de pensar na defesa pessoal para que se sintam em segurança. Então aí estaria o "caldo entornado" para o Mónaco cá do sítio e para os madeirenses a partir da periferia.


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