Buscar
  • Henrique Correia

Assembleia usa o poema sem falar com o poeta


José Agostinho Baptista foi convidado para estar presente, mas talvez gostasse de ter sido consultado antes.




José Agostinho Baptista nasceu no Funchal a 15 de agosto de 1948. Poeta de eleição, viveu entre o Funchal e o Faial os primeiros anos da sua vida. Partiu para Lisboa em1969 e regressou à Madeira em 2012. Vive em São Vicente. A Assembleia Regional inspirou-se num dos seus poemas para dar expressão, escrita, à escultura de homenagem aos profissionais de saúde em tempo de pandemia, recentemente inaugurada pelo Presidente da República no Dia do Parlamento Madeirense.

Eis como se fecham os braços/Como se esconde o coração...

Agostinho Batista

Da parte da Assembleia e do seu presidente, José Manuel Rodrigues, foi uma bonita forma de marcar a obra do poeta madeirense num momento marcante de prestação de tributo aos profissionais de saúde da linha frente no combate à Covid-19.

Quanto ao poeta, só depois é que soube que tinha um poema na escultura. Soube quando recebeu o convite para estar presente na cerimónia. Preferia ter sido consultado antes. E talvez por isso, agradeceu o convite mas não foi.

Tirando o p que falta ao Batista e o facto de não haver contacto prévio, a homenagem até foi ben conseguida. Fica o abraço com o coração.




190 visualizações