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Autonomia: o presidente convictamente discreto

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 1 hora
  • 2 min de leitura


A história da Autonomia passa por Jaime Ornelas Camacho, lembrado nos 50 anos do processo autonómico. Saiu como entrou: discreto e a bem com a consciência.







O primeiro é sempre o primeiro e fica, indelevelmente, marcado como um momento de grande relevância política para a Madeira. Marcou o início da Autonomia, em 1976, foi o primeiro presidente do Governo Regional e a história autonómica só conheceu três (seguiram-se Alberto João Jardim e Miguel Albuquerque). Jaime Ornelas Camacho, é dele que falamos, é lembrado nos 50 anos da Autonomia, que se assinala este ano de 2026, um dos rostos deste processo que conduziu a Região num processo de descentralização política, de decisão do seu próprio presente e futuro.

Engenheiro civil de profissão, Jaime Ornelas Camacho foi um dos fundadores do Partido Popular Democrático da Madeira, em agosto de 74. Integrou a primeira comissão política do PPD Madeira e com o processo autonómico em curso fez parte da Junta Regional da Madeira. A vitória do PPD, por maioria absoluta, nas eleições legislativas regionais de 27 de junho de 1976, levam Jaime Ornelas Camacho à presidência do Governo, cargo que desempenhou até 17 de março de 1978, data em que foi sucedido por Alberto João Jardim.

De 1978 a 1980, exerceu a função de secretário regional do Equipamento Social. "O seu desempenho na Administração Regional ao longo dos anos foi motivo de reconhecimento público, tendo sido agraciado com diversas condecorações, das quais se destaca a atribuição em 2001 da Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e a Medalha de Mérito, atribuída pela Assembleia Regional da Madeira, a mais alta distinção da Região Autónoma da Madeira", refere uma nota disponível nas plataformas digitais do PSD. Foi ainda Comendador da Ordem do Mérito (9 de junho de 1993).

Jaime Ornelas Camacho nasceu no Curral das Freiras a 29 de fevereiro de 1921. Faleceu em 2016 com 95 anos de idade.

Este domingo, o primeiro presidente da Madeira foi evocado pelo Diário como um rosto da Autonomia. As recordações chegaram pelo depoimento de Margarida Camacho, filha de Jaime Ornelas Camacho, que lembrou a figura discreta, pessoal e politicamente, corajoso sempre, também na fase difícil dos anos que se seguiram a abril de 74. E o contributo que aceitou dar ao assumir a presidência do Governo, que em nada o alterou na personalidade e era essa a imagem que, sem manifestação pública, transmitia no seio familiar, onde cultivava a união e a separação clara das sua outra missão política. Entrou e saiu discreto, manteve essa postura de forma irredutível, o que na política, por vezes, nem sempre acontece. Seguiu a sua consciência, partilhou algumas vivências desse mundo, guardou outras, sempre sem a preocupação pelo poder, mas pela missão.

Foi presidente dois anos. Mas foi assim, o primeiro...

 
 
 

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