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Cafôfo diz que as empresas não conseguem manter os postos de trabalho

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
25 de jan. de 2021
1 min de leitura

Para esses apoios, havia uma condição de que, nos 18 meses subsequentes, nenhuma empresa despedisse qualquer tipo de trabalhador, mas o facto é que muitas foram obrigadas a despedir, «o que significa que vão ter de devolver as verbas"



O líder do PS-Madeira veio hoje a público mostrar-se preocupado com o desemprego e defendeu a urgência de um apoio complementar a fundo perdido para as empresas.

Paulo Cafôfo mostrou-se muito preocupado com a situação pandémica na Região e com os efeitos que o vírus está a ter na economia, dando conta que, no passado mês de dezembro, a Madeira foi a terceira região do país com maior aumento de desempregados, tendo ultrapassado a barreira das 20 mil pessoas sem emprego.

O líder dos socialistas apontou o facto de haver empresas a fechar e trabalhadores que «estão numa agonia, sem emprego», sendo por isso muito importante que, nesta fase, possa haver medidas de apoio.

Paulo Cafôfo referiu-se às medidas que já foram propostas pelo Governo Regional, particularmente a linha INVEST RAM, e disse que os apoios que foram dados a fundo perdido «na verdade não o serão». Isto porque, tal como explicou, havia uma condição de que, nos 18 meses subsequentes, nenhuma empresa despedisse qualquer tipo de trabalhador, mas o facto é que muitas foram obrigadas a despedir, «o que significa que vão ter de devolver as verbas a que tiveram acesso». Além disso, o dirigente socialista acrescentou que muitos destes apoios já esgotaram na primeira fase da pandemia e lembrou um estudo feito pela Confederação Empresarial de Portugal junto dos empresários, que indica que «muitos deles acham que as medidas de apoio são insuficientes, demoradas e demasiado restritivas».

 
 
 

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