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  • Henrique Correia

Calado fala como candidato: "Terei todo o prazer em enfrentar esse novo desafio"


"Será o retornar a uma casa que gosto e conheço bem", disse o vice do Governo e candidato da coligação PSD/CDS à Câmara do Funchal, num programa da RJM. A Comissão Política do PSD-M será a última a "saber"




Está visto que as comissões políticas do PSD e do CDS não vão contar para nada. Vão reunir, vão dizer que sim, vão apoiar as lideranças, vão dar cartas brancas mas os textos já estão escritos. Os candidatos prepararam-se nos jornais, apresentam-se nos jornais e depois vão às comissões políticas para ratificação da parte destas, que é como quem diz reunir para fazer de conta.

Foi o caso da candidatura de Pedro Calado à Câmara do Funchal, mas também é o caso do desfile diário de candidatos, do PSD, CDS e PS, que mandam os órgãos dos partidos para canto e as bases dos partidos darem uma volta até estar tudo resolvido. Está assim a política madeirense. E os partidos vão sofrer com isso, mais cedo ou mais tarde. Não só não vai dar para todos, como acaba com a militância importante para estar no terreno.

Mas vamos a Pedro Calado, é mediático, é peça importante do Governo, será o candidato pelo Funchal, já não há dúvidas, há certezas provenientes das palavras do próprio Pedro Calado, que depois de preparar terreno com reportagens de jornais a desancar na Câmara, cumpriu uma agenda, deu uma entrevista, melhor dizendo duas, onde assumiu essa missão de se candidatar à Câmara do Funchal, pela coligação. Depois, foi a concelhia do CDS, com um atrevimento que nem a comissão política de Rui Barreto teve coragem para fazer, afirmando um apoio à candidatura de Pedro Calado como estivesse tudo já definido. Como já está. Falta coisa pouca, insignificante, uma maçada protocolar, de reunir a comissão política do PSD Madeira para ler um comunicado que, se calhar, já está feito.

Mas interessante mesmo, tão interessante como o resto, foram as declarações de Pedro Calado à RJM, onde praticamente faz uma declaração de intenções, um momento de campanha. Assim, clarinho como água, para quem quisesse ouvir, incluindo os membros da Comissão Política do PSD-M, que se viram o programa, já têm suporte de base para irem para a reunião bem documentados e com o parecer favorável no bolso: "Não é com sacrifício que o faço (ser candidato). É com prazer. Conheço bem aquela casa, estive lá 8 anos, como sabem. De tal modo que quando se colocou a possibilidade de encabeçar essa candidatura, aceitei e aceito, se esse for o entendimento da comissão política, do partido. Encaro como muito positivo, porque vejo que a cidade do Funchal precisa de um outro rumo, de uma outra orientação, e sobretudo precisamos de uma entidade que esteja, não de costas voltadas para o Governo e para outras entidades, mas de uma Câmara que esteja voltada para o investimento e para o desenvolvimento".

Para Pedro Calado "será o retornar a uma casa que gosto e conheço bem. Terei todo o prazer em enfrentar esse novo desafio".

Quanto a manter-se na vice-presidência, sendo candidato à Câmara, vai fazê-lo até onde for permitido.

A Comissão Política do PSD-Madeira até pode reunir, diz-se que será esta semana, mas Pedro Calado é o candidato da coligação PSD/CDS à Câmara do Funchal.

Era bom que os órgãos dos partidos valessem mesmo, de verdade, para poderem dar valor aos partidos, já de si descredibilizados. E para que os seus membros pudessem fazer qualquer coisa que fosse além do corpo presente.

Pelo menos Rui Barreto foi mais sincero, mau na mesma, mas sincero: primeiro a Madeira, os madeirenses, a governação e no fim da lista o partido.

Estamos entendidos. A diferença é que o líder do PSD-M não diz...


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