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Carlos Rodrigues: "Vamos continuar de chapéu na mão...?"

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 6 minutos
  • 2 min de leitura



"Estou cansado destas cedências provincianas que fazemos constantemente".




A passividade da governação madeirense, perante várias situações delicadas que exigem pulso forte e discurso duro, começa a incomodar mesmo no seio do PSD Madeira, sendo que algumas vozes, poucas ainda, são expressas nas ditas redes sociais, mas que acabam por dar corpo a essa sensação que a Madeira tem corrido atrás dos prejuízos em vez de evitá-los com atitude e mediação.

Como ainda hoje escreveu o antigo deputado social democrata Carlos Rodrigues "o nosso grande problema é não reagir com força às inúmeras chantagens que nos fazem". Abordava a espécie de ameaça das companhias aéreas abandonarem a rota da Madeira face às alterações ao Modelo de Mobilidade.

O vice da Câmara do Funchal tem colocado questões pertinentes sobre a governação, dá foco ao anúncio do secretário de Estado sobre a intenção da easyJet, "é paradigmático. Exigem que o governo regional subsidie as suas operações, exigem que o modelo seja o deles, exigem, exigem e exigem. Actuam como gafanhotos sobre os campos de cereais, os piratas do século XXI".

"Querem que acreditemos que nos estão a fazer um favor? Então mostrem a dimensão desse favor, apresentem as contas de exploração da rota Funchal-Lisboa, os custos, os proveitos e os consequentes resultados. Muito simples. E não venham com a história do sigilo empresarial, neste caso isso não se coloca, se se julgam tão beneméritos então demonstrem a dimensão dessa dádiva.

Não, não é um favor, se o fazem é porque lucram brutalmente com a Madeira, dá-lhes jeito, dá-lhes proveito. Acho muito bem mas não nos tratem como idiotas. Querem ir embora só porque vão ter mais trabalho, o aeroporto é a serventia da casa.

Estou cansado destas cedências provincianas que fazemos constantemente".

Para Carlos Ribeiro "cedemos ao governo da república porque temos medo de perder a miséria que nos dão. Cedemos aos partidos políticos nacionais porque temos medo que abusem de nós. Cedemos à União Europeia com medo de perder os apoios. Em troca, cada vez recebemos menos da república, continuamos a ser gozados pela classe política de Lisboa e os fundos europeus encolhem.

Basta de sermos coitados, ergam-se contra os pacóvios que nos ameaçam, revoltem-se contra os chantagistas espertalhões, rechacem os piratas que assomam às nossas costas. Vamos continuar de chapéu na mão e cabeça baixa perante esta gente? Se acharem que sim então merecemos o destino que nos quiserem impor".


 
 
 

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