top of page

Comandante da PSP: "A droga é uma chaga aberta na Madeira..."

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 2 minutos
  • 3 min de leitura

Ricardo Matos: "As novas drogas sintéticas têm ainda como efeito suplementar a rápida e irreversível destruição do consumidor, tornando-o numa pessoa violenta e descontrolada".





O Comandante da PSP na Madeira fez hoje uma intervenção de números na sessão comemorativa dos 148 anos do Comando Regional da Polícia de Segurança Pública. Falou da criminalidade violenta e grave, sendo que nos últimos 10 anos temos registado cerca de 6.500 ocorrências criminais e 200 ocorrências. Em termos nacionais estes crimes representam menos de 2% de toda a atividade criminal registada em Portugal.

No ano passado a Criminalidade Violenta e Grave diminuiu cerca de 3,7 %. No 1º semestre deste ano os Crimes Violentos e Graves decresceram cerca de 37%. Esta descida refere-se a metade do ano e poderá sofrer alterações quando fizermos o balanço anual de 2026, mas esperamos que a tendência de descida se mantenha.

Mas entre o conjunto de números apresentados, o superintendente Ricardo Matos abordou o consumo de drogas na Região, considera mesmo que "a droga é uma chaga aberta na Madeira, que causa dor e sofrimento em demasiados indivíduos e nas suas famílias. As novas drogas sintéticas, muito consumidas na Madeira têm ainda como efeito suplementar a rápida e irreversível destruição do consumidor, tornando-o numa pessoa violenta e descontrolada".

O Comandante refere que "a PSP tem-se empenhado em destruir as fontes de abastecimento. No primeiro semestre deste ano, foram detidos 19 suspeitos por tráfico de droga e intercetados cerca de 170 por posse de estupefacientes. Em termos de quantidades apreendidas destaco os 5,8Kg de cocaína; os 2,8 Kg de Heroína; os 2,4 Kg de Haxixe; os 5 Kg de Novas Substâncias Psicoativas.

Nesta matéria não trabalhamos sozinhos e é essencial a partilha de informação e colaboração que temos mantido com as outras FSS, no âmbito da UCIC e da Taskforce Regional para as NSP.

Qual tem sido o trabalho desenvolvido nas principais áreas de atuação policial?

Em termos de prevenção e reação dizer que os nossos carros-patrulha já percorreram este ano mais 2M kms.

Centralizamos todas as comunicações no Centro de Comando e Controlo Operacional, o que permite um melhor acompanhamento e supervisão das ocorrências e garante que a todo o tempo todos os polícias saibam o que está a acontecer".

Relativamente à Divisão de Câmara de Lobos "implementámos uma gestão mais integrada das escalas, o que tem permitido maior previsibilidade para a nomeação das tripulações dos carros-patrulha. 

Os patrulheiros são a nossa primeira resposta às ocorrências, são os nossos olhos e a nossa maior arma preventiva. São também um instrumento repressivo altamente eficaz, no combate ao pequeno tráfico de rua e à resposta imediata a furtos e roubos. 

Destaco aqui o seu papel decisivo na recuperação de muito material furtado e roubado e na detenção dos autores destes delitos. O meu agradecimento sincero, que sei que todos partilhamos, às tripulações dos nossos CPSs, que 365 dias por ano, 24 horas por dia, patrulham as nossas artérias e que resolvem as situações mais inusitadas e por vezes mais arriscadas".

A violência doméstica, segundo Ricardo Matos, "é um crime a que dedicamos particular atenção, pois os dados da região são piores do que os registados para a restante criminalidade. Há já alguns anos, desde 2022 concentrámos toda a sua investigação numa equipa especializada e temos vindo a aumentar as detenções. A sinalização, a receção das queixas e o seu acompanhamento também estão atribuídos a equipas com formação própria, o que tem garantido mais proximidade junto do poder judicial. Esta opção tem tido resultados muito positivos, e estou certo, que vamos conseguir controlar melhor este fenómeno".

Sobre a Sinistralidade Rodoviária, no ano passado ultrapassámos os 4 mil acidentes e tivemos mais 1 vítima mortal, mais 2 feridos graves e mais 126 feridos ligeiros. Comparando o primeiro semestre do ano passado, com o primeiro semestre deste ano, voltámos a ter um agravamento. Infelizmente a 30 de junho deste ano, já registávamos 8 vítimas mortais.

 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
white.png
© Designed by Teresa Correia
bottom of page