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  • Henrique Correia

Covid-19 traz dia negro para a Madeira e um alerta: a morte chegou aos 38 anos


Esta realidade de hoje mostra-nos, ainda mais, a importância de estarmos atentos, de respeitarmos pelo menos os mínimos recomendados, sem espertezas saloias, sem teorias de gripezinha



Ainda não sabemos qual o número de infetados, hoje, na Madeira, mas já podemos dizer que é o dia mais negro da pandemia, na Região, com a ocorrência de quatro vítimas mortais, o que nunca tinha acontecido num só dia na Região. E mais, uma das vítimas mortais é uma mulher com 38 anos de idade, não sabemos se tinha outras patologias associadas, mas tinha 38 anos, o que faz refletir sobre todas as conjeturas que possam eventualmente ser feitas relativamente à doença.

Todas as mortes são lamentáveis, são perdas irreparáveis para as respetivas famílias, independentenente da idade, já vão 27 desde o início deste quadro pandémico. Mas 38 anos é uma idade que está fora da enquadramento etário para a maioria das vítimas mortais da Covid-19.

Esta realidade de hoje mostra-nos, ainda mais, a importância de estarmos atentos, de respeitarmos pelo menos os mínimos recomendados, sem espertezas saloias, sem teorias de gripezinha, que daqui a uns anos vamos apanhar como a gripe e por isso não vamos respeitar. Esta morte ocorreu, agora, na Madeira, ainda não tinha chegado à Região qualquer vítima nesta faixa, mas por isso mesmo deve servir de reflexão enquanto é tempo, enquanto a lucidez ainda toca a maioria, enquanto temos tempo para sensibilizar os "doutores" de bancada, que fazem o diagnóstico tão rápido como a terapêutica do incumprimento e da leviandade, pelo menos até ao dia em que, oxalá que não, a doença possa bater à porta e a reflexão possa ser tarde de mais.

Que este dia negro, na Região, seja um sinal de emergência para podermos chegar a tempo da lucidez e da responsabilidade. Um sinal para a juventude, particularmente, para que não perca a irreverência mas também o sinal de presença importante na sociedade, onde cada um viver também para os outros, pode vir a tornar-se uma questão de vida ou de morte.

Como diz o povo, é preciso pôr as "barbas de molho". Quem não tiver, ponha na mesma...

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