Cónego Marcos Gonçalves "responde" ao padre José Luís
- Henrique Correia
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"Na Igreja, os títulos só têm verdadeiro sentido quando exprimem uma missão. Não são um privilégio nem uma vaidade; são uma responsabilidade".

"Na Igreja, os títulos só têm verdadeiro sentido quando exprimem uma missão. Não são um privilégio nem uma vaidade; são uma responsabilidade. Recordam-nos que alguém foi chamado a colocar os seus dons ao serviço da comunhão, da evangelização e do bem do Povo de Deus". Foi assim que o Cónego Marcos Gonçalves fez referência às críticas do padre José Luís Rodrigues às recentes nomeações do Bispo do Funchal, sem mencionar, em algum momento, o sacerdote.
O padre José Luís tinha afirmado que "o mais bonito é que é tudo feito com aquele espírito chamado de disponibilidade franciscana e sobrevalorização da obediência como requisito principal de santidade, para parecer que as coisas funcionam e são levadas a sério...No fundo, a minha Diocese do Funchal provou que o milagre da multiplicação dos pães ainda acontece. Só que agora não é com pão, mas com o a multiplicação dos cargos...Só posso estar feliz por esta grandeza santificadora", referindo ainda que "é tanto título, tanto tacho, tanto tachinho, que se a Sé fosse enfiada na Igreja de São João Evangelista do Colégio, já podíamos fazer a recriação do Conclave sem sair do Largo do Município".
O Cónego Marcos Gonçalves sublinha que "quem aceita ser diretor ou membro de um secretariado não o faz por interesse pessoal nem por qualquer recompensa material. Trata-se, na grande maioria dos casos, de um serviço voluntário, exercido gratuitamente. São sacerdotes, consagrados e leigos que oferecem o seu tempo, os seus talentos e a sua criatividade para servir a Igreja na missão que lhes foi confiada. Poderiam simplesmente dedicar-se às suas ocupações pessoais, mas sentem que Deus os chama a colocar os seus dons ao serviço da comunidade".
E "responde" mais: "Mais do que criticar ou ridicularizar quem assume estas responsabilidades, somos chamados a reconhecer e agradecer o bem que tantos fazem, muitas vezes de forma discreta e silenciosa. Podemos sempre dialogar sobre a melhor forma de organizar os serviços da Igreja e de exercer determinadas funções. Esse debate é legítimo e pode ser enriquecedor. O que nunca edifica é desvalorizar ou escarnecer daqueles que procuram servir com dedicação".