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  • Henrique Correia

D. Teodoro lembra emigrantes que vinham fazer festas "por vezes ruidosas demais"

Os nossos emigrantes “estão mais ou menos bem” com exceção “daqueles dois lugares onde o seu número é maior: a Venezuela e a África do Sul”.

D.Teodoro disse que "os emigrantes na Venezuela vinham fazer festas e comprar casas por preços que mais ninguém podia dar. Mas hoje estão muito necessitados"

D. Teodoro Faria, Bispo Emérito do Funchal, foi ao Monte presidir à cerimónia litúrgica da novenaxdos Emigrantes, uma das que antecedem a Festa do Monte, a 15 de agosto. D. Teodoro falou sobre os núcleos de emigração madeirense por diferentes países do mundo, mas deixou algumas posições, relativamente aos emigrantes da Venezuela do passado, que não deixam de envolver algum motivo para, no mínimo, abrir o debate sobre o momento adequado para o fazer. O Bispo Emérito disse que "apesar de hoje as migrações serem “tão diferentes de outros tempos”, os nossos emigrantes “estão mais ou menos bem” com exceção “daqueles dois lugares onde o seu número é maior: a Venezuela e a África do Sul”. Em relação à Venezuela, D. Teodoro afirmou tratar-se de “um caso muito assintomático que merece muita oração, muitos cuidados”, reconhecendo que “as autoridades têm tido essa preocupação de ajudar aquela gente”, como refere a reportagem no Jornal da Madeira, o jornal da Diocese. "Eles gostavam de vir cá fazer as suas festas, que por vezes eram ruidosas demais, compravam as casas que aí havia por preços que mais ninguém podia dar. Mas hoje, estão muito necessitados e nós temos todo o prazer em poder ajudá-los e em pedir à Senhora do Monte por eles”, sublinhou. Já a África do Sul, explicou, “é um país completamente diferente”. E ainda que também esteja a passar por muitas dificuldades, “é uma comunidade que se respeita, que tem santuários e igrejas mesmo construídas por eles”, sublinha o jornal da Diocese.

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