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  • Henrique Correia

Empresas registadas na Madeira envolvidas em esquema com fundos europeus

O processo de "lavagem" de dinheiro envolve uma rede internacional e "meteu" maquinaria, alimentos e faturas falsas


O Jornal de Notícias, um matutino de expansão nacional com maior incidência de circulação na Região Norte, revela hoje um esquema de "lavagem" de dinheiro envolvendo duas empresas com sede na Madeira. A eventual fraude, de uma sociedade com ligações a negócios ilícitos, em Itália, meteu fundos europeus no valor de 16 milhões de euros, através do apoio ao desenvolvimento rural. 

O expediente integrava compra de maquinaruaxe alimentos  no caso destes "eram comprados e vendidos, de forma simulada, entre as empresas controladas pela máfia, de maneira a que o lucro obtido com as faturas falsas fosse branqueado", refere o JN.

O mesmo jornal revela que "em Portugal, a investigação esteve a cargo da Inspeção-Geral de Finanças, mas foram as autoridades italianas que, esta semana, detiveram 48 pessoas ligadas à máfia radicada na cidade de Foggia. Algumas são peças importantes da organização criminosa, mas entre os detidos encontram-se também advogados, agricultores, um ex-presidente de Câmara e funcionários de instituições públicas responsáveis pela fiscalização dos projetos financiados por dinheiro europeu". Sobre eles, escreve o JN, "recaem crimes como associação criminosa do tipo mafioso, branqueamento de capitais, fraude, mas ainda extorsão, rapto e posse ilegal de armas de fogo e explosivos".

O Organismo Europeu de Luta Antifraude (OLAF) que coordenou a operação "Grande Carro", classifica de "complexo esquema internacional para. "Compravam máquinas agrícolas através de empresas fictícias sediadas em países como a Bulgária, República Checa, Alemanha, Irlanda ou Roménia para depois simular uma venda a companhias como as duas que estavam registadas na Madeira. Daqui, a maquinaria era revendida a empresas italianas a um preço muito inflacionado, permitindo que estas recebessem avultados fundos europeus com base nas faturas apresentadas. Nalguns casos, as máquinas agrícolas usadas na burla eram em segunda mão, mas dadas como novas"

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