Enfermeiros perdem a paciência: Saúde não cumpre o que promete
- Henrique Correia

- há 1 hora
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Escalas em constante alteração e recurso sistemático a horas extraordinárias. Há dívidas acumuladas e profissionais descontentes. Os acordos não estão a ser cumpridos.

Os enfermeiros do SESARAM estão a perder a paciência com as promessas não cumpridas pelo Governo Regional, através da secretaria da Saúde, mas também do Conselho de Administração do Serviço Regional de Saúde. De um lado, os números de produtividade nunca antes vista, do outro os profissionais em esgotamento e o grito sindical representativo do sentimento, hoje, dos enfermeiros.
O Sindicato destes profissionais, o SERAM, fala em "compromissos adiados, enfermeiros desrespeitados, a verdade que a publicidade, do SESARAM, esconde.
A estrutura sindical aponta "a falta de Pessoal", fala em "escalas em constante alteração e recurso
sistemático a horas extraordinárias". Diz que "a carência de profissionais
nos serviços obriga a um esforço desumano de quem fica. Exigimos a admissão imediata dos enfermeiros em reserva de recrutamento".
O SERAM adianta que "enquanto se fala em rácios positivos no SRS, a realidade nos serviços é outra, o concurso para Enfermeiro
Especialista tarda em sair do papel. Há
dívidas acumuladas, milhares de euros em falta. A atualização do valor das horas suplementares (desde 2021!)
continua por pagar. Trabalhamos, mas não recebemos o justo valor".
O Sindicato lembra que "a saúde da Região faz-se com enfermeiros
valorizados, não com dívidas acumuladas e em atraso".
Relativamente à avaliação de desempenho, diz que "os enfermeiros foram "enganados". Onde estão os 4 pontos para os enfermeiros que estiveram em cedência de interesse público no período pandémico
2019/2020? Os acordos escritos entre o Sindicato e a tutela estão a ser
ignorados. A avaliação de desempenho não pode ser uma
ferramenta de injustiça. O SESARAM continua a adiar a atribuição dos 4 pontos para o biénio (2023-2024) conforme o acordo assinado entre o
SERAM e a tutela".



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