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  • Henrique Correia

"Enquanto Espero" sem "panos quentes" nem "duplos significados"


Nova obra de Francisco Gomes apresentada sábado em diferentes plataformas digitais e disponível em formato impresso




Francisco Gomes apresenta, sábado, 8 de maio, a décima-primeira publicação de autor e a sua primeira incursão na área do ensaio livre. "Enquanto Espero: Reflexões Inconformadas sobre uma Sociedade Doente’, assim se "mostra" o livro, em diferentes plataformas digitais. A obra, que também está disponível em formato impresso, tem o prefácio do escritor e viajante António Barroso Cruz.

“Este livro resulta, acima de tudo, daquilo que interpreto como um dever de cidadania de não ficar mudo perante algumas das questões de definem a preocupante fase da História que o país e a Região atravessam, demasiado magoada pelo abandono de Valores, demasiado ferida pela secundarização de Princípios e demasiado abandonada na noção de Bem-Comum que deveria inspirar e fazer humildes os nossos líderes e os nossos gestores”. É esta, a síntese que Francisco Gomes faz da sua obra. "Sem panos quentes", é esta promessa que pode constituir um apelo à leitura. Nem "duplos significados". Francisco Gomes não deixa de assumir uma postura realista perante a obra. “Ao fim de quase duas décadas a contribuir para várias publicações, não nutro a ambição de mudar o mundo com a minha caneta. Ao invés, o que procuro com este livro é apelar a uma nova cidadania, com a determinação e a coragem para fazer os cidadãos continentais e da Madeira mais exigentes, menos acomodados e muito mais decididos a fazer tudo ao seu alcance para que a apatia e a mediocridade não sejam o nosso futuro.”

‘Enquanto Espero’ apresenta uma análise crítica de Francisco Gomes sobre diversos temas que marcam a contemporaneidade social e política. Desde a governação, o Ensino e as relações inter-geracionais ao desporto, o papel da Igreja e o futuro da juventude, passando por outros assuntos, o trabalho expõe, em quase duas centenas de páginas, as observações do autor sobre aquela que tem sido, na sua óptica, a postura da população e das elites, apontando lacunas e argumentando que a conjuntura actual continua demasiado condicionada por aspectos complexos, que podem comprometer o futuro e que nos convidam a ser agentes activos da mudança. A coragem analítica do autor é, também, realçada pelo escritor António Barroso Cruz, que, no texto do prefácio, destaca, “Para quem está habituado a ler a prosa de Francisco Gomes vertida em textos soltos e em consolidadas colunas de opinião, sabe quem está a ler. Está a ler um Homem que não tem receio das palavras, que não tem medo das interpretações, que não se esconde por detrás da capa de super-herói do politicamente correcto.”

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