Falta de acessos para facilitar o combate aos fogos
- Henrique Correia

- 27 de nov. de 2024
- 2 min de leitura
Representante dos Pastores diz que "somos interlocutores tão ou mais válidos do que aqueles que recebem subsídios anuais para a “manutenção” artificial de supostos rebanhos saudáveis".

O representante dos pastores foi ouvido na Comissão Especializada de Ambiente, Clima e Recursos Naturais e começou por referir que “mais do que a pastorícia é a segurança da cidade que está em causa”, alegando que o “Funchal corre sérios riscos”.
Apontou como principais ameaças a “falta de acessos para facilitar o combate aos fogos”, tanto dos bombeiros como dos pastores “num primeiro embate ao início de um eventual incêndio”. Disse, também, que falta limpeza junto aos tanques construídos nas zonas altas. “É preciso dar condições ao helicóptero para que ele possa abastecer”, avisou.
Aquele responsável referiu que a relação desta associação e o IFCN "é péssima", considerando "absolutamente inaceitável sob qualquer padrão democrático ou de regime democrático europeu e ocidental. É de uma constante e obstinada perseguição policial aos pastores e as suas organizações associativas formais e informais. Esse instituto público não se relaciona com esta e outras organizações próximas, simplesmente persegue e tenta reprimir. Trazemos; esta constatação; à vossa superior atenção hoje. A oportunidade de a nos queixarmos é importante".
José Manuel Gomes diz que "somos interlocutores tão ou mais válidos do que aqueles que recebem subsídios anuais para a “manutenção” artificial de supostos rebanhos saudáveis, quando as evidências são contrárias e à vista de todos. Apoios e incentivos estatais ou comunitários não temos acesso nem a os pedir. Quanto mais aos usufruir".
Diz que "o que aconteceu no último mês de agosto em relação aos incêndios florestais não leva a nossa culpa. Temos toda a moral e toda a superioridade em denunciar e nos posicionarmos publicamente. A culpa não foi nossa".





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