Buscar
  • Henrique Correia

Fazer a Festa" sem festejar...

O que era frequente, é hoje raro. O turismo caiu, como de resto caiu quase tudo. Manter o Natal de "pé" não será fácil.




Este é o grande desafio do ano "impossível" de 2020. Fazer a "Festa" sem festejar, juntar a família sem juntar, ver o fogo ao longe, tão longe que nem podemos vê-lo com o perto de sempre. São os "novos tempos" e a tentação de vivê-los como se fossem "velhos", de tantas lembranças passadas, recentemente passadas, como aquele brinde, aquele abraço a um 2020 melhor. Ou pelo menos que não fosse pior. E pior era impossível.

Hoje, estamos no mês anterior ao do Natal e a cidade começou a ver a instalação da iluminação natalícia, para lembrar que é Natal, sem a força dos olhares de outrora ou o sorriso de um deslumbramento em que todos são contagiados. O contágio, hoje, é outro. O olhar, em fuga e em luta contra o medo, apaga-se com tanta luz, mais ou menos na dimensão do silêncio e tanta gente.

Hoje, é o possível que vemos na cidade. Tal como será o Natal, sem sabermos muito bem como será. Ao mesmo tempo que um dos funcionários coloca a escada para mais uma ornamentação natalícia, um pequeno grupo de turistas passa com um compasso de espera para que a guia pudesse transmitir uma informação sobre a cidade. O que era frequente, é hoje raro. O turismo caiu, como de resto caiu quase tudo.

Manter o Natal de pé não será fácil.


15 visualizações