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Filipe Sousa lembra a Calado o milhão e meio retido pelo Governo e que é de S. Cruz

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
4 de jun. de 2022
2 min de leitura

Presidente da Câmara de Santa Cruz aponta o que se perde por estar na AMRAM inerte: "Iluminação pública nas estradas, IVA para os municípios da RAM, perdas no acesso a fundos comunitários".




O presidente da Câmara Municipal de Santa Cruz, do JPP, ameaçou abandonar a Associação de Municípios da Madeira, liderada por Pedro Calado, da coligação PSD/CDS, por este não responder às situações que lhe são colocadas. Calado respondeu "se quiser sair, saia". Hoje, Filipe Sousa diz que o presidente da AMRAM não responde à correspondência mas é célere a responder pelos jornais.

O autarca de Santa Cruz diz haver "uma diferença bastante grande entre aquilo que o Dr. Pedro Calado diz ser denegrir a imagem da AMRAM e reivindicar que a AMRAM cumpra o seu papel e a defesa intransigente dos seus associados e dos interesses destes. É isso que tenho feito. Se o Dr. Pedro Calado considera que eu estou a denegrir a AMRAM tem bom remédio e até tem meios institucionais para a reagir em conformidade já que os estatutos da AMRAM prevêem a pena de expulsão".

Filipe Sousa vai a números "palco privilegiado" de Calado: "Diz o Dr. Pedro Calado que Santa Cruz beneficiou, com a sua pertença à AMRAM, de um valor superior a 1,8 milhões de euros em projetos e investimentos.

E digo eu que Santa Cruz já perdeu e está a perder mais de 6 milhões com a circunstância da AMRAM não estar a defender os seus associados nos dossiers que devia e que são importantes e alguns deles mesmos estratégicos.

Aqui vão alguns exemplos:

- 1, 6 milhões de euros do IRS no que diz respeito a Santa Cruz, que o Governo Regional continua a reter ilegalmente, aos quais se juntam muitos mais milhões relativamente aos restante Municípios. Uma bandeira que devia ser uma prioridade para a AMRAM, mas em relação à qual o que vigora é um quase silêncio;


- Iluminação pública nas estradas regionais que é suportada pelos Municípios, que no caso de Santa Cruz corresponde a 100 mil euros por anos, totalizando meio milhão de euros desde 2017. A AMRAM devia defender que o Governo pagasse a luz das vias rodoviárias sob sua alçada;


- IVA para os municípios da RAM, também retido pelo Governo Regional. No nosso caso estamos a ver à distância mais de 600 mil euros;


- Perdas no acesso a fundos comunitários por via de avisos feitos à medida da ARM, para financiamento das perdas de águas - mais 4 milhões no caso de Santa Cruz. Outra bandeira que a AMRAM deveria defender.




 
 
 

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