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  • Henrique Correia

Filipe Sousa "prefere" frontalidade de Jardim ao "verniz" de Albuquerque



"Poderíamos não gostar, não concordar, mas sabíamos ao que íamos Coisa que com o Dr. Albuquerque não se consegue. Por detrás do verniz da renovação, promete uma coisa e faz outra, ou, ainda pior, promete e não cumpre"


Para muitos, pode ser uma declaração surpreendente aquela que Filipe Sousa, o presidente da Câmara de Santa Cruz, trouxe hoje a público no seu habitual espaço "ponto de ordem" de domingo, no Facebook, uma recente fórmula de contacto com os municípies. O autarca fala em Jardim por comparação com Miguel Albuquerque, aborda o antes e o depois de uma renovação que o movimento "albuquerquista" prometeu encetar na governação, como "bandeira", contra o Jardim e o jardinismo. O autarca diz que foi falsa promessa, na prática é pior, não se sabe com o que se conta. Filipe Sousa lembra que este novo líder social democrata "sustentou toda a sua campanha de substituição do velho líder com palavras como renovação, novo posicionamento com maior respeito pelas oposições. E, talvez ingenuamente, eu fui dos que acreditei que pudesse ser diferente. Mas, pasme-se, aqui nem se trata de ter sido diferente, trata-se de, em matéria de respeito pelos poderes eleitos, ser bem pior. Penso que todos reconhecemos que havia uma coisa no Dr. Jardim que era a frontalidade e a verdade. Poderíamos não gostar, não concordar, mas sabíamos ao que íamos. Coisa que com o Dr. Albuquerque não se consegue. O lider da Câmara de Santa Cruz não tem dúvidas que "por detrás do verniz da renovação e da abertura democrática está alguém que literalmente goza com os seus adversários, promete uma coisa e faz outra, ou, ainda pior, promete e não cumpre" Filipe Sousa garante que "com Santa Cruz tem sido assim de forma sucessiva. Aconteceu com os contratos-programa, aconteceu com o parque industrial da Cancela e aconteceu agora com a devolução das verbas do IRS que são devidas às autarquias, já transferidas pelo Estado e indevidamente retidas pelo Governo Regional". No caso dos contratos-programa, o autarca refere que "a promessa foi-me feita no silêncio daquelas reuniões com o Governo que depois dão em nada, no caso do Parque Empresarial e do IRS a promessa foi feita de viva voz perante o povo deste concelho numa sessão solene a 25 de junho de 2015. E é isto que não perdoo esta mentira descarada feita à população e depois desfeita como a maior desfaçatez, esquecendo que o incumprimento da promessa tira dois milhões de euros aos santacruzenses que muito fazem falta principalmente no momento de extrema dificuldade que estamos a viver". E conclui: "É este incumprimento constante de promessas que tem ditado a minha relação com o Governo Regional e a decisão de não voltar a convidar o Presidente do Governo ou outro elemento do elenco governativo para se sentar com o povo deste concelho. Quem mente aos santacruzenses não merece sentar-se com eles a festejar, nem merece palco para voltar a defraudar e a mentir".


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