Funchal aumenta para 98 cargos de direcção, mais 60% do que existe

A acusação é da Confiança que diz estar confirmada boa gestão anterior, que além de deixar 90 milhões de euros de investimentos lançados no terreno, transita um saldo de gerência superior a 7 milhões de euros.

Na reunião de câmara desta semana discutiram-se deliberações de cariz orçamental e da nova orgânica da CMF proposta pela actual executivo, que serão submetidas à Assembleia Municipal para aprovação. No que concerne ao Mapa de Desempenho Orçamental no final de 2021, há a registar a confirmação do rigor financeiro e da boa gestão da Coligação Confiança que além de deixar 90 milhões de euros de investimentos lançados no terreno sem qualquer pagamento em atraso, transita um saldo de gerência superior a 7 milhões de euros.
A Confiança não acompanhou com o voto favorável à proposta da coligação PSD/CDS para a reestruturação dos serviços do município que prevê a criação de um total de 98 cargos de direcção, um aumento de 60% quando comparado com os 62 actualmente existentes. Refira-se que a nova orgânica que prevê a criação de 18 departamentos e 80 divisões e unidades, foi submetida à Assembleia Municipal, merecendo críticas da Confiança, “ao despesismo que a mesma encerra que, a par do afastamento de alguns dos dirigentes em funções, representa a capitulação da meritocracia em prol da eventual satisfação de redes clientelares partidárias”.
Miguel Silva Gouveia diz ser “inadmissível que ao mesmo tempo que cortam apoios e tentam despedir trabalhadores, argumentando dificuldades financeiras que hoje se confirma não existirem, o PSD proponha aumentar brutalmente o número de cargos de direcção e comprar carros de luxo para passeios presidenciais”, acrescentando que “com este tipo de gestão de prioridades, 8 anos de contas certas rapidamente se esgotam”.



Comentários