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Funchal com busto a Aristides Sousa Mendes

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
27 de abr. de 2022
2 min de leitura

Aristides de Sousa Mendes, contrariando ordens diretas de Salazar, tomou a decisão de emitir vistos sem distinção de “raça ou religião” e "salvou milhares de judeus" na segunda Grande Guerra.




A história do diplomata na II Grande Guerra inspirou a Assembleia Municipal a um voto por unanimidade para que o Funchal tenha um busto em memória de Aristides Sousa Mendes, qur salvou do regime nazi milhares de judeus e outros refugiados. O voto foi apresentado pelo PS.

Segundo uma nota dos socialistas "estabelecendo um paralelo entre o momento atual – marcado pela guerra na Ucrânia e com reflexos em todo o mundo – e o período da ditadura, o PS Funchal justifica a importância de homenagear quem, com grandes sacrifícios pessoas, se esforçou para salvar vidas. “Num período trágico da nossa história, marcado pela guerra e intolerância, importa recordar e valorizar, com esta devida homenagem, quem com enormes sacrifícios pessoais, numa época de ditadura, desenvolveu importantes esforços para salvar vidas, constituindo um exemplo incontornável de verdadeiro Humanismo”, apontam os socialistas"

O PS Funchal recorda que Aristides de Sousa Mendes foi nomeado por Salazar cônsul em Bordéus, em 1938, nas vésperas do início da Segunda Guerra Mundial. Durante este período, os diplomatas portugueses na Europa receberam indicações através de um documento intitulado “Circular 14”, que ordenava a suspensão de vistos aos refugiados, incluindo de forma clara os judeus, russos e apátridas. A referida circular previa que, para emissão de vistos a judeus, polacos russos, apátridas e outros que eram perseguidos pelo regime nazi, fosse necessário pedir aprovação da polícia política, que, durante o Estado Novo, se encarregou de assegurar a manutenção no poder do ditador, mesmo que isso implicasse censurar, torturar ou matar.

No entanto, em junho de 1940, Aristides de Sousa Mendes, contrariando as ordens diretas de Salazar, tomou a decisão de emitir vistos sem distinção de “raça ou religião”.

 
 
 

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