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  • Henrique Correia

Funchal vai pedir aos governos o tetetrabalho e o recolhimento noturno


São estas algumas das recomendações da Proteção Civil Municipal para o Funchal que passou a concelho de risco elevado para Covid-19. Medidas terão de ser regulamentadas ou pelo Governo Regional ou pelo Governo da República


O aumento do número de casos de Covid-19, nos últimos dias, no Funchal, que coloca o concelho em risco elevado, está na origem de várias recomendações da Comissão Municipal de Proteção Civil do Funchal, exigindo medidas mais restritivas do que aquelas que estão neste momento em vigor. O presidente da Autarquia Miguel Silva Gouveia reuniu hoje a Comissão, em videoconferência, sendo que esta integra o Delegado de Saúde do Funchal, o SESARAM, a Proteção Civil Municipal, os Bombeiros Sapadores do Funchal, os Bombeiros Voluntários Madeirenses, a Cruz Vermelha Portuguesa, a Polícia Marítima, o Instituto de Segurança Social da Madeira, a GNR e a PSP.

Numa nota da Câmara, é referido que "entre as possíveis medidas a implementar no concelho, mas que terão de ser regulamentadas ou pelo Governo Regional ou pelo Governo da República, a Comissão Municipal de Proteção Civil recomendou a promoção do teletrabalho e de horários espelhados, o dever de recolhimento em período noturno, a restrição de eventos e a adaptação dos horários de funcionamento dos serviços a esta nova realidade.

Miguel Silva Gouveia sublinhou que "é isso que cabe agora à Câmara Municipal do Funchal transmitir às entidades que têm efetivamente a responsabilidade de legislar sobre esta matéria, perante uma situação que é excecional. O que vamos solicitar é que este conjunto de medidas que já está previsto no estado de emergência a nível nacional, e que está a ser aplicado por todo o país, seja igualmente adaptado à Região e aplicado no Funchal, para que os funchalenses estejam protegidos com medidas especiais, como no resto do país."

"A minha missão enquanto Presidente da Câmara é defender sempre a cidade do Funchal e os funchalenses, e esta Comissão concluiu que devemos ter medidas excecionais, pelo que temos de estar todos concentrados numa causa que é maior do que nós, que é a causa comum da saúde pública. Não é tempo de fazermos experimentalismos, e se há medidas que já são aplicadas com sucesso noutros concelhos do país, é tempo delas serem aplicadas aqui".

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