Gouveia e Melo na Madeira: "Ter medo é gerar confusão"

Vice almirante elogia processo de vacinação na Madeira.


O vice-almirante Gouveia e Melo é quase como um ídolo nacional. Nós, portugueses, precisamos disso, queremos ter idolos, temos o Ronaldo e à conta dele muitas alegrias. O vice almirante caiu do céu e sem jogar à bola, foi ídolo da organização que orientou a desorientada vacinação. Hoje, já todos o querem na presidência da República. Os portugueses também são assim, se é para pedir, pede-se o máximo.
Foi essa figura de relevo que esteve na Assembleia Regional, onde afirmou que "temos de ter a capacidade de decidir com os nossos indicadores”. O ex-coordenador da extinta ‘task-force’, que foi o responsável de um plano que culminou com quase 85% da população portuguesa vacinada, disse que “não podemos é ter medo de o fazer, porque ter medo é gerar confusão”, refere uma nota da ALRAM.
Henrique Gouveia e Melo foi o convidado do Parlamento madeirense para uma conferência subordinada ao tema “a experiência portuguesa no combate à covid-19”, no âmbito do ciclo de conferências Parlamento Com Causas.
“Nós não nos vacinamos só para nos protegermos, mas para proteger a comunidade”. Aludindo às dúvidas geradas pela questão da vacinação dos mais jovens, o Vice-Almirante vincou que “temos de combater este vírus para ganharmos a nossa liberdade e a capacidade de viver em comunidade”.
O ex-coordenador da ‘task-force’ elogiou ainda a forma como foi conduzido o processo de vacinação na Madeira. “Foi muito conseguida com organização própria. Claro que estávamos sempre em comunicação e houve muita troca de informação, e foi sempre um processo em que não houve divisões. Houve sempre união, o que foi muito positivo”.
"Creia que é uma enorme honra recebê-lo na Assembleia Legislativa da Madeira, para esta Conferência realizada no âmbito do “Parlamento com Causas”. O seu notável trabalho no processo de vacinação dos portugueses contra o vírus SARS-CoV2 constitui um enorme orgulho para todos nós, pois sabemos que a nossa experiência é, hoje, motivo de estudo em países mais avançados que o nosso e com outros meios ao seu alcance”, começou por dizer José Manuel Rodrigues, deixando um “enorme obrigado, em nome do povo da Madeira e do Porto Santo”.



Comentários