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  • Henrique Correia

Governo faz as "pazes" com a TAP e ambos fizeram "tudo muito bem feito"

Eduardo Jesus: “Nunca como agora se conversou tanto, se reuniu tanto, se dividiu tanto as preocupações"

As relações entre a Madeira e a TAP nem parecem as mesmas. Entre o Governo Regional e a TAP mais propriamente. Ontem, foi um ponto de viragem nesse relacionamento quando o secretário do Turismo decidiu reunir-se com a administração da companhia que agora passou a ser maioritariamente do Estado. Eduardo Jesus sentou-se e transformou a animosidade em aproximação, um dado verdadeiramnete novo depois de tanto Miguel Albuquerque como Pedro Calado, como todo o PSD e como toda aoposição, terem trazido a público o descontentamento relativamente à atitude da transportadora, nos preços escandalosos, nos voos cancelados, alguns recentemente, na falta de prestação de um serviço público que sirva a Madeira.

Mas o secretário regional que tem a tutela do Turismo saiu com uma ideia completamente oposta, certamente resultado de uma garantia que, futuramente, a TAP será aquela companhia que é importante, nos preços, na qualidade e no cumprimento da sua programação. O destino Madeira agradece. A Madeira agradece em nome da continuidade territorial.

Eduardo Jesus diz que “foi extraordinariamente importante perceber que a atitude que teve a companhia, no que diz respeito à oferta de frequências, foi um verdadeiro estímulo para a procura...A operação do Porto Santo “também se saldou positiva”. Falou nos tempos de espera nos aeroportos, nos períodos em que os passageiros esperam pela ligação à Madeira, esperam muito. Mas mesmo aí, o secretário avalia com otimismo: houve uma otimização da operação, fazendo com que as pessoas que nos visitam, vindas de outros países, e que utilizam por exemplo Lisboa como ‘hub’ para a Madeira, nunca esperem muito mais do que uma hora pela ligação para a Região”.

Eduardo Jesus, também aqui, fala em "balanço igualmente positivo". Foi "tudo bem feito", diz o governante: "A TAP está satisfeita com a resposta que existiu no mercado doméstico. O mercado doméstico respondeu muitíssimo bem e há uma ideia generalizada de que aquilo que se fez foi muito bem feito. E foi bem feito porque houve uma colaboração muito próxima do Governo Regional da Madeira, através também da Associação de Promoção da Madeira e da própria companhia".

Mas Eduardo Jesus foi mais longe naquela que é uma viragem que podemos até considerar surpreendente face aos antecedentes, que nada levavam a crer nesta "renovação" de discurso: “Nunca como agora se conversou tanto, se reuniu tanto, se dividiu tanto as preocupações, se procurou construir soluções conjuntas e se procurou maximizar o espaço e a liberdade de decisão nas opções táticas que passaram a liderar este processo. Como a decisão de viagem se encontra muito próxima do momento da viagem, a tática passou a liderar este posicionamento e julgamos que o conjunto de táticas que foram adotadas pela TAP e pela Madeira resultaram bem”.

Portando, reunião “muito produtiva, na continuidade das anteriores, e que permitiu analisar com muita profundidade o mercado doméstico, o mercado específico do Porto Santo e o mercado internacional”.

Um momento marcante em que a TAP, a partir de agora, será diferente, tão diferente como foi a reunião de Eduardo Jesus com a administração da companhia.

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