Governo sem madeirenses deve tomar posse a 30; ilhas com presença de peso

Albuquerque já mostrou intenção de aproveitar a presença na posse para solicitar uma audiência com o primeiro-ministro.

São mais os encontros do que os acordos.
O Governo da República liderado por António Costa e em maioria absoluta, deverá tomar posse a 30 de março, revelou o Presidente da República durante a visita a Moçambique, no pressuposto que os resultados eleitorais estarão em ordem depois da repetição das eleições pela emigração.
Sendo assim, Costa prepara-se para levar o Governo a Marcelo na próxima quarta-feira, desconhecendo-se qual a estratégia seguida pelo primeiro-ministro para a constituição do Executivo. Assente está a ausência de qualquer madeirense, não se repetindo representações da Madeira no passado em governos nacionais, sempre circunscritas a secretarias de Estado, designadamente Baltasar Gonçalves no Turismo, Correia de Jesus nas comunidades, por duas vezes, e Bernardo Trindade no Turismo.
Certa é a presença em "peso", na posse, dos órgãos representativos das Autonomias da Madeira e dos Açores, tal como se previa. No caso da Madeira, é mesmo intenção do presidente do Governo, Miguel Albuquerque, solicitar uma audiência a António Costa para tratar dos muitos assuntos pendentes entre a Região e a República, desde logo o novo Hospital para "tirar a limpo" o que é mesmo certo incluir nos 50% de contributo financeiro do Estado, também o subsídio de mobilidade, cujo modelo foi prorrogado como transitório até ser encontrada uma solução. Como se sabe, a Madeira defende um modelo em que o passageiro residente pague no ato da compra apenas a parte que lhe cabe, os 86 euros. A Lei de Finanças Regionais e o ferry poderão ser outros assuntos em cima da mesa, caso Costa marque o encontro.



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