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  • Henrique Correia

Iniciativa Liberal acusa: "Conforme os dias, conforme a bolha"


"Nunca houve qualquer intenção - ou possibilidade prática - de o Governo garantir a bolha de segurança".



Mariana Vieira da Silva é socióloga e ministra de Estado e da presidência do governo liderado por António Costa. Foi a governante a escolher a expressão "bolha" para explicar que os adeptos do Chelsea e do Manchester City, equipas que vinham ao Porto disputar a final da Liga dis Campeões, iriam permanecer nesse quadrado, não estavam mais do que 24 horas. Não foi assim, como se viu. "Rebentou a Bolha", aproveitou a Iniciativa Liberal para explanar um episódio que deixa o Governo ficar mal. Na bolha, mesmo, nem ficou a cerveja, que deu uma ajuda nas cenas de pancadaria que este povo, obrigado a usar com máscara e manter distanciamento social, assistiu.

O partido IL foi criativo e deixou uma mensagem em publicação online dizendo que "a realidade veio demonstrar que nunca houve qualquer intenção - ou possibilidade prática - de o Governo garantir a bolha de segurança que anunciou, servindo a divulgação pública das referidas regras apenas de manobra de diversão para tentar esconder que as restrições que continuam a ser aplicadas aos portugueses em nome da saúde pública estão afinal fundamentadas na mais absoluta arbitrariedade".

Escreve-se na página da IL Madeira que "perante mais uma demonstração de irresponsabilidade do Ministro Cabrita que, quando confrontado com os acontecimentos das últimas horas, afirmou que “esperava um bom jogo” (sic), a bolha prometida pela Ministra Vieira da Silva rebentou, estilhaçando mais uma vez de forma irremediável a credibilidade do Governo".

Refere a publicação da Iniciativa Liberal Madeira que "na verdade, sempre em nome da saúde pública, o Governo avança e recua conforme os dias, proíbe a uns o que permite aos outros, limita discricionariamente, autoriza e desautoriza ao sabor das circunstâncias, num sinal claro de desnorte e de absoluta falta de critério, enquanto atropela sem justificação direitos, liberdades e garantias".

Para a IL "não é aceitável, como referiu o Presidente da República, dizer-se que "vêm em bolha e depois não vêm em bolha". Mas não é sobretudo admissível que a generalidade dos portugueses continue sujeita, aí sim, a uma bolha de limitações, proibições e imposições arbitrárias que se levantam depois, de acordo com o capricho do Governo, para situações em tudo idênticas".







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