Ireneu Barreto releva papel do general Carlos Azeredo no regime autonómico

Representante aponta "a forma notável como soube, com coragem e determinação, enfrentar os desafios desses tempos tão exigentes e complexos".

A 20 de fevereiro de 1975 foi o 96.º e último Governador Civil do então Distrito Autonomo do Funchal, presidiu à Junta Governativa da Madeira após o 25 de abril de 74. Morreu ontem, aos 90 anos.
Hoje, o Representante da República emitiu uma nota sublinhando ter recebido com tristeza a notícia do falecimento do General Carlos de Azeredo.
Ireneu Barreto vem, publicamente, expressar o seu "pesar pelo desaparecimento físico deste militar
distintíssimo, que estará para sempre ligado ao início do processo democrático em Portugal e ao nascimento do regime autonómico nesta Região.
Militar com uma carreira notável, teve um papel fundamental na organização e execução do 25 de abril no norte do país, mas foi sobretudo a sua ação enquanto último Governador Civil do Distrito
Autónomo do Funchal, Presidente da Junta governativa da Madeira e Governador Militar da Madeira, cargos que exerceu sucessivamente a partir de fevereiro de 1975, que deixou uma memória impressiva e indelével na nossa comunidade".
O Representante fala na "forma notável como soube, com coragem e determinação, enfrentar os desafios desses tempos tão exigentes e complexos, defendendo sempre o interesse nacional mas compreendendo como poucos as aspirações autonómicas das populações insulares, granjeou-lhe a gratidão dos
madeirenses e portosantenses.
À família do General Carlos de Azeredo o Representante da República apresenta sentidas condolências".



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