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Ireneu lança apelo ao Funchal para não abandonar a memória de Manuel Cunha

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
18 de mai. de 2022
2 min de leitura

"Manuel da Cunha, verdadeiro ourives do marfim e do dente de cachalote, será porventura, ainda hoje, um ilustre desconhecido".






O Representante da República para a Madeira marcou hoje o Dia Internacional dos Museus com a abertura do Palácio a "um duplo evento em que Edward Kassab, com a colaboração do Professor António Rodrigues e do designer Filipe Gomes, nos vai guiar pela obra de Mestre Manuel Cunha, primeiro com uma palestra sobre a sua vida e obra, depois na abertura da exposição dos seus trabalhos de maior relevo.

E foi neste dia que Ireneu Barreto lançou dois apelos: à Câmara Municipal do Funchal para perpetuar a memória de Manuel Cunha, do modo que lhe parecer mais adequado, para que não mais o sentimento de abandono pela terra madrasta permaneça; a arte de esculpir marfim e dente de cachalote terá tendência a desaparecer pela rarefação da matéria prima; por isso, mais importante se torna encontrar um espaço onde seja possível mostrar aos madeirenses e àqueles que nos visitam a beleza do legado artistico de Manuel Cunha".

Para Ireneu Barreto "Manuel da Cunha, verdadeiro ourives do marfim e do dente de cachalote, será porventura, ainda hoje, um ilustre desconhecido de muitos madeirenses e, como tantas vezes acontece, mais admirado, apreciado e celebrado em terras distantes do que entre nós. Estou convencido de que, a partir de hoje, deixará de ser assim".

o Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, José Manuel Rodrigues, também assistiu, hoje, no Palácio de São Lourenço à palestra de Edward kassab “Marfim & Scrimshaw – A Obra de Manuel Cunha”, que destacou um dos maiores artistas na arte da miniatura e de esculpir o marfim.

Os primeiros trabalhos de Manuel Cunha surgiram a partir de 1940, tendo nos primeiros 20 anos de atividade se dedicado às miniaturas e às peças religiosas, e nos últimos 20 anos abraçado o ‘scrimshaw”, a arte de embutir, gravar e pintar em marfim.

A primeira obra produzida foi um tabuleiro de xadrez com peças com cerca de 3 milímetros.

 
 
 

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