Ireneu pede que o Beato Carlos seja inspiração para o fim da guerra na Ucrânia

"E, ao assistirmos à separação forçada e sofrida das famílias vítimas da atual guerra, é impossível não recordar a idêntica situação penosa vivida pelo Beato Carlos e sua esposa, a Imperatriz Zita, que chegaram à Madeira sem os seus filhos, retidos na Suíça".


Amanhã, sexta-feira, pelas 19 horas na Igreja Paroquial do Monte, haverá uma Missa Solene do Centenário da Morte do Beato Carlos D'Áustria. Esta quinta-feira, no Palácio de São Lourenço, o vice primeiro-ministro da Hungria Mihály Varga foi recebido pelo Representante da República, numa cerimónia onde marcaram presença os presidentes da Assembleia e Governo Regionais.
Ireneu Barreto disse ser "uma honra e um privilégio, para a minha mulher e para mim, receber-vos, nesta singular oportunidade em que se evoca o primeiro centenário da morte do nosso querido Beato Carlos, Imperador da Áustria e Rei da Hungria".
O Representante lembrou o papel de Carlos de Áustria em favor da paz para fazer alusão ao atual momento de guerra na Ucrânia: "Que o seu exemplo de amor ao próximo e os seus esforços para alcançar a paz no decurso da Iª Guerra Mundial possam, no atual contexto, constituir incentivo e inspiração para todos os que lutam para pôr termo à guerra que hoje assola a Europa, causando sofrimento e morte num grau de atrocidade que julgávamos irrepetíveis no nosso Continente.
E, ao assistirmos à separação forçada e sofrida das famílias vítimas da atual guerra, é impossível não recordar a idêntica situação penosa vivida pelo Beato Carlos e sua esposa, a Imperatriz Zita, que chegaram à Madeira sem os seus filhos, retidos na Suíça.
Ao evocar essa notável mulher de coragem, a Imperatriz Zita, descendente de um dos Reis de Portugal, permitam-me uma saudação especial aos Representantes da nobre família Habsburgo e ao sobrinho-neto da Imperatriz Zita, D. Duarte de Bragança, assim como a Senhora sua esposa, com profundas ligações à nossa ilha".
Ireneu Barreto desejou que "numa época de crises e desencantos, estas comemorações possam ser um contributo para que os valores inerentes à nossa condição humana, a paz entre os povos e o respeito pela sua dignidade, fundamento maior de todos os direitos humanos, venham a ganhar de novo o protagonismo essencial e redentor que se exige para uma sã convivência democrática entre as Nações.
Que estas comemorações possam contribuir para o processo de canonização do nosso Beato e sejam também um repositório de esperança de que a paz na Europa volte a ser a referência que nos distingue no respeito pela diversidade e multiplicidade das crenças e culturas".



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