Jardim: "A unidade não é para vingar dia sim, dia não"; os afetos pessoais são pessoais"

"Ser filiado num partido é cumprir a militância e pagar as quotas, não estar à espera que alguém as pague. Cenas destas representam corrupção partidária".

O presidente honorário do PSD Madeira foi ao Congresso do partido dizer o que tem a dizer, como sempre com tudo em cima da mesa para quem quiser ouvir. Os congressistas já sabem e alguns, por certo, ouviram o que não queriam.
Alberto João Jardim falou nos afetos e disse que, sendo naturais, não podem interferir com a vida do partido. Um pouco como os afetos pessoais são isso mesmo, pessoais, de pessoa para com alguém que reconhece.
Mas Jardim manda um "recado" como sabe fazer: "A unidade não é para vingar dia sim, dia não", dizendo que "um partido deve assentar nas ideologias e nos valores, não de interesses".
E diz mais: "Ser filiado num partido é cumprir a militância e pagar as quotas, não estar à espera que alguém as pague. Cenas destas destas representam corrupção partidária".
Jardim defende um PSD Madeira com mais força local, com sedes que não sejam só de porta aberta e alterações de representantes quando alguns não são do agrado do povo. As sedes locais são a base.
Relativamente à Madeira, num discurso escrito, Jardim definiu seus vetores como determinantes: mais Autonomia, negociação da dívida com relação histórica, sistema fiscal próprio, não deixar cair o Centro Internacional de Negócios, melhoria de transportes e comunicações exigindo à República que cumpra a parte de tutela e a Universidade.



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