Jardim "baralhado" com júbilos na "paróquia" sobre o Orçamento de Estado

Antigo presidente aponta assuntos não contemplados: "Dívida Pública; Sistema Fiscal próprio; Zona Franca (tudo a não poder deixar de ser contemplado na alteração - um dia...- da Lei de Finanças Regionais). E Universidade, Transportes e Comunicações.

Alberto João Jardim está descontente, crítico mesmo, sobre o contentamento que por aqui vai relativamente ao Orçamento de Estado no que diz respeito às verbas paraca Madeira. Disse-o recentemente no seu comentário habitual na RTP-M, onde mete deputados do seu próprio partido na Assembleia da República no mesmo "saco" das críticas, também eles com declarações públicas de satisfação. Como por exemplo Sara Madruga da Costa, que se mostrou muito cordata com o OE e com o PS, cuja comparação com o que disse o social democrata Carlos Rodrigues, é incomparável, com este a "desancar" na proposta orçamental durante uma recente sessão plenária tocando precisamente nos pontos que Jardim refere.
Mas claro que este "toque" jardinista não é com Carlos Rodrigues, é para outras direções, mesmo no PSD-M, mas obviamente também não oposição, no PS-M, está fácil de ver. Hoje, Jardim fez três publicações no Twitter, com muita ironia à mistura para criticar o que considera de "paroquialismo e situacionismo", o que não deixa de ser forte mesmo conhecendo o estilo do antigo presidente do Governo. Medir palavras não é com ele, mas as palavras já vão com medida para o(s) destinatário(s).
Jardim escreveu: "Reconheço a minha fraca queda para a política, pois estou baralhado com os júbilos locais face a um Orçamento de Estado que não compensa a inflação, não
incentiva à produção e não contempla as grandes questões de fundo donde depende o futuro da Madeira.
A saber: resolver Dívida Pública; Sistema Fiscal próprio; Zona Franca (tudo a não poder deixar de ser contemplado na alteração - um dia...- da Lei de Finanças Regionais). E Universidade, Transportes e Comunicações.
Dá-lhes para falar de um ferry e de mais uns euros de subsídios ou de saber quem paga a quem. Até o patronato se diz feliz...mas é, diz também, o contribuinte que tem de “subsidiar” os aumentos salariais!...
Paroquialismo e situacionismo".



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