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  • Henrique Correia

Jardim de regresso aos palcos e "perdoado" anima PSD contra Miguel Gouveia


Antigo presidente do PSD-M foi à apresentação do candidato à Junta de São Martinho falar "nos desgraçados que meteram uma pista de bicicletas numa zona que lhe custou um dinheirão para alargar.




Jardim voltou aos "velhos tempos". Está voltando aos palcos, aos poucos. Não é uma "reconciliação", continua a ser crítico de muitas decisões deste PSD-Madeira e deste Governo, como confidencia em círculos privados. Mas há tréguas por valores mais altos do que as questiúnculas político partidárias. Sobe ao palco até setembro. Até ver. Foi presidente do Gicerno e do PSD-M mais de anos. Está para as "curvas", como diz o povo.

Ontem, em São Martinho, na apresentação do candidato à Junta pela coligação "Funchal Sempre à Frente", liderada por Pedro Calado, não se sabe se eram todos jardinistas, mas foram todos, também, Jardim. E Jardim não defraudou no discurso. Até aparecer alguém com aquele dom da palavra e do discurso, vai subir muitas vezes ao palco para as "emergências".

Na parte política, denunciou "a mentira socialista de que o governo regional não faz obras em território que não é social-democrata. "Essa gente mente", referiu desmontando com obras e investimentos de milhões de euros os que acusam o PSD de “discriminação política”, mas que usam dinheiro público para comprar votos, refere uma nota do gabinete de comunicação da candidatura "Funchal Sempre à Frente".

Alertou para os anos difíceis que se avizinham, para os quais contribuem a covid e a posição de Lisboa. “Nunca tivemos uma dupla tão ferreamente anti-autonomia como este PS e este Presidente da República”, observa, recomendando que a opção nas Autárquicas seja pelos competentes e pelos que querem desenvolver a Madeira.

Segundo a mesma nota "também se manifestou a favor do Estado Social, que ajuda quem precisa, mas que não deve alimentar quem pode trabalhar e fica em casa, a contar com subsídios e borlas. A este nível, incentiva ao aumento dos salários e aos contratos de produtividade.

A Pedro Calado e restantes candidatos pediu um favor: “Acabem com a asneirada que vai nesta cidade”, criticando “os desgraçados” que meteram “uma pista de bicicletas” numa zona que lhe custou um dinheirão para alargar. “Voltamos à idade da pedra?” questiona, garantindo que já confidenciou ao presidente da Câmara que o que fez na Estrada Monumental “era mais do que suficiente para estar no olho da rua”

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