Jardim diz que tem mais amigos fora do que dentro deste PSD Madeira

O antigo presidente do partido aborda, indiretamente, a escolha do candidato na Ponta do Sol: "Rua com ameaças, chantagens, incompetentes a caçar tachos".

Se isto não é uma uma crítica à estratégia interna do PSD-Madeira, então devemos alterar o conceito de crítica commumente aceite enquanto designação que os dicionários apresentam e que temos usado precisamente no conceito do termo. Jardim tem protagonizado um dos focos de debate de ideias, com críticas diversas, algumas contundentes, relativamente a diversos momentos da vida do PSD-Madeira liderado por Miguel Albuquerque. As relações entre ambos, começaram mal, pelos contornos que levaram à nova liderança partidária, mas entretanto fizeram as pazes, subiram ao palco. Assim que o "pano" desceu, nunca mais se falou no assunto.
A última posição de Jardim tem a ver com o candidato social democrata à presidência da Ponta do Sol, com o antigo presidente da Autarquia, Rui Marques, a se pronunciar sobre o assunto, numa área pessoal, no Facebook, mas que mesmo sendo pessoal, a sua condição de ex-presidente de Câmara, ao defender Lino Pita como o candidato ideal, bem como ao dizer ter fé que o presidente do partido fará a escolha certa, coloca-lhe numa posição de vir a se confrontar com quem interpretou o que escreveu como uma "pressão" junto de Albuquerque.
No Twitter, com reposição no Facebook, Jardim fala nas escolhas dos candidatos do PSD/Madeira, escreve que essa escolha "compete à Comissão Política Regional". E passa ao "ataque": "RUA com ameaças, chantagens, incompetentes a caçar tachos". Com um desabafo final que diz muito quanto à ligação que tem com este PSD de Albuquerque: "Por isto, tenho muitos mais amigos não inscritos no PSD, que neste actual". Deixa ainda mais clarificado que dentro do partido, há crispações internas ainda por resolver, que remontam a ao passado recente e que podem agravar-se, em 2021, aquando das eleições autárquicas. Talvez por isso, por esse reconhecimento interno, tanto Miguel Albuquerque como José Prada, o primeiro com discurso mais "musculado", o segundo menos, no sentido de colocar em sentido eventusis focos que possam colocar em causa o objetivo do partido, reconquistar o que perdeu e manter o que tem.



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