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Jardim fala em PSD-M "menos interventivo como Lisboa gosta"

  • Foto do escritor: Henrique Correia
    Henrique Correia
  • há 28 minutos
  • 3 min de leitura



Antigo presidente do Governo Regional toca no "carreirismo" e em "geração rasca" no PSD-M, em véspera do debate, na República, das alterações ao Modelo de Mobilidade Aérea. Só os partidos unidos darão vitória à Autonomia. Mas o PSD, lá e cá, pode ter problemas.




"A caminho de Lisboa, sempre na defesa dos interesses da Madeira e do Porto Santo", escreveu Pedro Coelho, deputado do PSD-M na República com a publicação, no Facebook, desta imagem e do documento que estará em discussão, no Parlamento Nacional, esta quarta-feira.



De "farpa" em "farpa", Jardim muda de tema, não muda de tom, fá-lo na rede dita social Facebook e para falar do PSD-Madeira a poucas horas da discussão, na Assembleia da República, do assunto Modelo de Mobilidade Aérea, decisivo para o futuro da Madeira e para o PSD-M, segundo o antigo presidente do Governo Regional. A nova fórmula está aprovada e em vigor, a plataforma existe, mas tem havido problemas além de restrições que discriminam madeirenses mesmo que temporariamente suspensas.

Esta quarta-feira, no Parlamento Nacional, debate-se a proposta da Assembleia Regional que altera o Modelo imposto pelo PSD nacional que veio criar discriminação relativamente ao que deveria chamar-se tarifa de residente e não subsídio, o que tem levado o primeiro-ministro Luís Montenegro a um entendimento, errado, que sendo subsídio, uma ajuda, esta não deve ser dada a quem tem dívidas ao Fisco e à Segurança Social, decisão não estendida a situações do género no espaço nacional. O Governo da República ignora, assim, a obrigação de cumprir o princípio da continuidade territorial, um dever do Estado, um direito a quem reside nas Regiões Autónomas.

Amanhã, quarta-feira, 18 de fevereiro, o documento vai para debate. E sendo assim, o PSD fica numa posição muito delicada, como também ficam os deputados madeirenses da bancada social democrata, que nem podem ter outro sentido de voto que não seja o favorável, correndo o risco, muito provável, de haver um sentido de voto contrário ao da restante bancada.

Esperam os madeirenses que a proposta seja aprovada com a junção de esforços de todos os partidos, uma vez que mesmo sem os votos do PSD e CDS, a aprovação estará garantida se houver uma frente unida para defender esta intenção das ilhas. Se isso acontecer, será uma derrota forte para Montenegro, o que poderá significar um problema de futuro no relacionamento com a Madeira e com o PSD-Madeira, sendo que já há algum tempo o Governo e o PSD-M têm sentido dificuldades de encontrar plataformas de diálogo e presença junto do Governo da República. Não fazem pressão, não têm a força de outrora e, por isso, perdem na prevenção, na participação e no diálogo, perdem no resultado final. E os deputados também perdem força negocial, estão sem peso na bancada.

Foi neste contexto que o antigo presidente do Governo Regional veio a público lembrar, com as tais "farpas" para dentro do PSD-M, "o carreirismo de alguma “geração rasca” que trocou Causas por “interesses”, há uma década que traz o PSD/Madeira menos interventivo dentro e fora do Arquipélago (como Lisboa gosta…), graças a Deus vá lá que ainda continuando a contar, apesar de tudo, com os defenestrados pelos “renovadinhos”, numa alusão aos que "foram atirados pela janela" no partido.

Jardim escreveu um alerta, a propósito de uma "regeneração" no PSD-M: "A Regeneração do PSD/Madeira não acontecerá só com alertas, face aos quais alguns assobiam para o lado e comodamente interiorizam não ser com eles. Resolve-se com modificações/remodelações audazes e fortes, e não só nos Órgãos partidários, mas em todas as sedes da responsabilidade do PSD/Madeira, visando quem não gosta de TRABALHAR, quem não é AUTONOMISTA militante e quem é incompetente ou venal".

 
 
 

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