Jardim não quer Parlamento "politicamente correto" para exibir "consensos finórios"

Assembleia não é para "vulgarização em “votos por dá cá aquela palha”.

O antigo presidente do Governo Regional pode não ser um político no ativo mas é um político ativo. As redes sociais, que provavelmente Jardim nunca pensaria utilizar pela pouca apetência por técnicas de comunicação que não consegue controlar, técnica e politicamente, têm sido, no entanto, marcos importantes da atividade recente do homem que liderou a Madeira por quatro décadas e com maiorias absolutas, um caso de estudo sem dúvida, como de resto acontece com o próprio eleitorado madeirense.
Desta vez, Alberto João Jardim falou do Parlamento, instituição que nos Governos jardinistas tinha um papel secundário do ponto de vista da estratégia política. Jardim tinha do Parlamento uma ideia de serviço ao Governo, estava ali para viabilizar e não para pedir respostas ou fiscalizar. Era assim e ponto final. Os presidentes sabiam disso e transformaram-se, também eles, em figuras de pedestal, com conhecimento e responsabilidade mas com pouca intervenção.
Hoje, no Facebook, foi Jardim igual a Jardim, que deve estar a contorcer-se na cadeira do Quebra Costas com a forma como José Manuel Rodrigues gere o Parlamento e a forma como o PSD/Coligação gere a bancada. E Jardim escreveu: "Parlamento da Madeira não é para “brincar” ao “politicamente correto”, nem para exibir “consensos” finórios, nem para vulgarização em “votos por dá cá aquela palha”.
Prioridade: combate às arrogâncias colonialistas de Lisboa!"
Numa outra publicação, críticas a uma certa politica à madeirense: "Fazer Política é definir: primeiro, objetivos; segundo, meios necessários e disponíveis; terceiro,o adversário principal; quarto, estratégia e respectivos planos táticos alternativos.
Sem a mediocridade do pessoal,menos importante,sem grandeza e ousadia. Como certa “política à madeirense”.



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