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Jardim vota mais "contra" Costa do que a favor de Rio, Sérgio Marques e companhia

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
6 de jan. de 2022
2 min de leitura

Seria muito surpreendente se víssemos Jardim, desta vez, ao lado da lista de candidatos da coligação governamental regional. Mesmo para quem está habituado a "golpes de rins", seria porventura um "elefante" difícil de "digerir".




Não passou despercebido o último artigo de Alberto João Jardim no JM abordando as eleições de 30 de janeiro para a Assembleia da República, como se sabe eleições nacionais, para daí sair a escolha de deputados, do primeiro-ministro e do Governo, mas também para escolher os deputados eleitos pela Madeira num círculo que coloca em disputa seis lugares, na anterior composição com 3 do PSD e 3 do PS.

E não passou despercebido por uma razão muito simples que Jardim procurou deixar bem claro para quem quisesse ler e fazer as respetivas leituras. Jardim, neste caso, ao contrário do que aconteceu nas autárquicas, não se disponibiliza para dar a cara por uma lista, a de coligação regional, onde o cabeça de lista é Sérgio Marques, que em relação a uma facção alargada do PSD, não tem propriamente uma simpatia suficiente para garantir que todo o PSD-M está com ele.

Primeiro o episódio de "amuo" quando em tempos, em 2009, recusou a oitava posição para o Parlamento Europeu abaixo do que considerava como seu patamar, o que acabou por afastá-lo da candidatura num processo que, afinal, elegeu o candidato Nuno Teixeira precisamente nessa posição recusada por Sérgio Marques, que assim se afastou de Jardim e deixou parte do PSD-M de "pé atrás"; segundo, aquando da transição da liderança interna, candidatou-se à liderança e na falta de votos juntou forças com o vencedor naquela "onda" de anti jardinismo primário, protagonizando uma espécie de "ajuste de contas" que o levou ao Governo por pouco tempo traído pelo perfil e pela estratégia que nem Albuquerque aprovou. A Assembleia da República é um "perto longe" que serve em função desse passado para evitar "ondas" e pacificar "clientelas".

Agora, Jardim escreve para dizer (quase) tudo: Mais do que votar a favor de Rui Rio ou da coligação PSD/CDS, o voto é contra Costa. E faz a campanha por aí, encontrou o caminho para passar entre os pingos da chuva e em vez de apelar ao voto no PSD e no CDS, que agora tolera contendo as críticas "devastadoras" antigas, coloca as próximas eleições acima da questão partidária e apela a um voto geral contra.

Seria de esperar que Jardim votasse, em primeiro lugar, a favor da sua convicção e pelos candidatos. Percebe-se porque não o faz neste caso.

Jardim escreve que o seu voto não é tanto pelo PSD "mas por este se tratar da única formação partidária com hipótese de derrotar os socialistas. Sobretudo, o meu voto é um voto CONTRA. CONTRA Costa.

CONTRA o que ele faz ao Povo Madeirense. CONTRA o estado em que o PS voltou a mergulhar Portugal, para, pela terceira ocasião, terem de vir outros endireitar. Desta vez, o meu voto é um VOTO DE PROTESTO. CONTRA Costa, CONTRA o Colonialismo, CONTRA a mediocridade governativa em Lisboa.

Seria muito surpreendente se víssemos Jardim, desta vez, ao lado da lista de candidatos da coligação governamental regional. Mesmo para quem está habituado a "golpes de rins", seria porventura um "elefante" difícil de gerir.



 
 
 

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