José Prada: "Madeirenses sabem quem não cumpre, quem mente, quem engana"

Deputado e secretário-geral do PSD-M considera a visita de António Costa "um vazio" e a "negação" face à realidade.

O deputado social democrata José Prada, vice presidente do Parlamento Regional e secretário-geral do PSD-M, arrasou o primeiro-ministro Antonio Costa no âmbito da visita que este fez à Madeira na qualidade de secretário-geral do PS. Prada já tinha sido cáustico em recente apontamento no Facebook e em conferência de imprensa, voltou a sê-lo em plenário da Assembleia Regional.
O social democrata considerou que "a recente visita de António Costa à Madeira provou ser o exemplo do vazio e da negação da realidade com que nenhum madeirense se pode identificar. Ou pelo menos aqueles madeirenses que, sem medo e com convicção, colocam o interesse da Madeira sempre em primeiro lugar".
Prada reafirmou que "esta visita foi o exemplo do que já não surpreende. A não ser pela negativa. O exemplo da falta de palavra e de compromisso de alguém que continua sem cumprir com a Madeira, que não assume as suas responsabilidades e que, pior, mente claramente em tudo o que diz, na tentativa falhada de fazer com que os Madeirenses esqueçam. Mas não, os Madeirenses não esquecem. Não têm memória curta. E sabem perfeitamente julgar quem não cumpre. Quem mente. Quem engana".
Para José Prada "tivemos António Costa a assumir o Plano de Recuperação e Resiliência como uma oportunidade única para o País e, também, para a Região. O mesmo Plano que fez sem ouvir a Madeira e que só ouviu porque o Governo Regional apresentou, na fase de consulta pública, as suas ideias. Caso contrário, teríamos sido excluídos. Tivemos António Costa a afirmar que a Madeira e os Açores não podiam ser esquecidos do processo de desenvolvimento que defende. É caso para perguntar desde quando é que a Madeira é lembrada, a não ser em ano de eleições e quando o Primeiro-Ministro veste a pele de Secretário-geral do PS".
Prada disse, ainda, que tivemos "um Secretário-geral do PS – que já veio mais vezes aqui nesta qualidade do que como Primeiro-Ministro – a afirmar que a atividade política é difícil na Madeira, quando devia saber que a atividade política não é difícil, o que é difícil é assumir essa atividade com seriedade, honestidade, responsabilidade e sentido de missão".
"Em ano de eleições autárquicas e sabendo-se das dificuldades que a nossa Região atravessa, nos seus onze concelhos, teria sido importante que houvesse lugar a alguma garantia para o futuro, por parte de quem manda – ainda manda – neste País.
Quiçá as promessas de António Costa, tal como em 2019 – nenhuma das quais até hoje cumpridas – fiquem para momento posterior, na tentativa de, mais uma vez, iludir os Madeirenses".



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