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Jovem esfaqueado no Funchal; era para isto que queriam alívio de medidas?

henriquecorreia196
24 de out. de 2021
2 min de leitura


O jovem, com 20 anos, terá sido esfaqueado nas costas, barriga e braços, uma situação que se segue a uma outra ocorrida no sábado, na Zona Velha, com cenas de pancadaria e muito sangue nas ruas.



Começa a ser preocupante as informações de desacatos na noite do Funchal, sendo que a situação coincide obviamente com o alargamento do horário dos bares e a reabertura das discotecas.

Estas madrugada de sábado e domingo, nas ruas da cidadr, foram particularmente violentas. A CMTV relata que um jovem foi esfaqueado na Rua do Favila, na sequência de desacatos. O jovem, numa primeira abordagem, recusou-se a ser transportado ao hospital, mas depois acabou aceitar essa assistência.

O jovem, com 20 anos, terá sido esfaqueado nas costas, barriga e braços, uma situação que se segue a uma outra ocorrida no sábado, na Zona Velha, com cenas de pancadaria e muito sangue nas ruas.

Estes episódios resultam da normalização da vida noturna, uma realidade que deveria ser encarada como um factor positivo, tanto para empresários como para clientes, na maioria jovens, cujo comportamento coloca em causa os próprios negócios e a tranquilidade que se pretende garantida numa terra de turismo.

O facto de estarmos a sair, julgamos nós, de uma pandemua, não significa uma liberdade total, além de que, na vida noturna, há sempre uma confusão entre liberdade e libertinagem, um contexto em que os jovens transformam a sua personalidade e identidade numa outra coisa qualquer.

A vida noturna, no Funchal, deve ser acompanhada, de perto, pelas entidades policiais, uma vez que vivemos num novo enquadramento depois de ano e meio em casa, sem bares e sem discotecas, mas também sem andar pelas ruas durante as madrugadas.

É importante que o Funchal tenha vida noturna, com atividade e muita animação, a exemplo das cidades europeias. É importante que os turistas e os residentes possam sentir-se seguros, consumindo normalmente. É importante, também, termos consciência que a noite envolve álcool, envolve excessos, sendo que também noutras cidades há desacatos e problemas com os jovens, como por exemplo em Lisboa. Mas com o mal dos outros podemos bem. É preciso uma operação integrada da polícia para um policiamento de proximidade nas zonas mais críticas, que todos sabemos quais são. A polícia também deve saber.

Não podemos ter medo de estar na rua na noite madeirense. Mas como estas notícias correm depressa, corremos o risco de afastar as pessoas que aqui vivem, mas também as que nos visitam.

É muita violência num fim de semana só.

A polícia deve fazer a sua parte, é verdade. Mas os pais também devem fazer a sua parte para que os meninos, na sua irreverência, tenham valores e educação.


 
 
 

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