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João Pedro Vieira "desanca" a sério na lista (PS-M), no líder demissionário e em Iglesias

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
11 de dez. de 2021
3 min de leitura


"De José Miguel Iglésias não se espera menos do que uma vitória e 23 mil, ou 40%, de votos no Funchal".




Bom, bom, é mesmo ler, na íntegra, o que escreveu João Pedro Vieira no seu Facebook, onde aborda a lista do PS-M aprovada para a Assembleia da República, como escreve "com a enormidade de 31 votos, sob proposta de uma direcção cujo Presidente se demitiu a 26 de Setembro", como refere o médico socialista, que já foi secretário-geral e vereador no Funchal.

Mas duz mais em relação a Miguel Iglesias:

"A lista inclui no segundo lugar o agora promovido ex-líder do Grupo Parlamentar da Assembleia Legislativa Regional, que se demitiu a 28 de Setembro e cuja única actividade política relevante desde então foi, como fez sobre outros em ocasiões anteriores, revelando todo o seu carácter político, acusar o ex-Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, de ser o responsável pela falência total do projecto autárquico montado pela estrutura regional por si erguida".

Mas é melhor ler bem o que abaixo se publica:


E agora? Recomeçamos!


1. A Comissão Política Regional do PS Madeira, esvaziada de qualquer sentido crítico alternativo no último Congresso, aprovou hoje, na Sala Lisboa, com a enormidade de 31 votos, sob proposta de uma direcção cujo Presidente se demitiu a 26 de Setembro, a lista de candidatos à Assembleia da República, que inclui no segundo lugar o agora promovido ex-líder do Grupo Parlamentar da Assembleia Legislativa Regional, que se demitiu a 28 de Setembro e cuja única actividade política relevante desde então foi, como fez sobre outros em ocasiões anteriores, revelando todo o seu carácter político, acusar o ex-Presidente da Câmara Municipal do Funchal, Miguel Silva Gouveia, de ser o responsável pela falência total do projecto autárquico montado pela estrutura regional por si erguida, largamente derrotado em 8 dos 11 concelhos da Região. Decidindo contra indicações e posições de tantos, terão certamente decidido a favor de algo, ou de alguém. Tanto marasmo tinha, afinal, uma razão de ser.


2. Agora, os socialistas madeirenses esperam certamente que este novo projecto seja capaz de melhorar os resultados de 2019, elegendo, pelo menos, três deputados e ajudando a PS a reforçar a sua maioria na Assembleia da República, confirmando méritos pessoais invocados no passado e superando resultados recentemente criticados. De José Miguel Iglésias não se espera menos do que uma vitória e 23 mil, ou 40%, de votos no Funchal.


3. Ao Joao Melim, excluído da lista, e ao Olavo Câmara, que terminará assim as suas funções na Assembleia da República, resta-me reforçar o apreço pela disponibilidade que sempre demonstraram ter para representarem a Madeira, o Porto Santo e toda a nossa geração.


4. Sobre o Olavo Câmara, para avaliar a nobreza e o valor do seu trajecto, não será necessário fazer mais do que recordar os 30 anos de luta junto do pai, em nome do PS, no Porto Moniz; a sua militância na JS desde os 14 anos e no PS desde os 18; a sua liderança na JS Madeira ao longo de praticamente 8 anos; e o seu contributo decisivo para preparar e construir o caminho que nos permitiu ter os melhores resultados de sempre, em 2019.


5. De afastamento em afastamento, eleição após eleição, interna e externa, regional e nacional, há um projecto estruturado durante mais de 10 anos, presente nos três parlamentos e 11 concelhos, que se procura, activa e deliberadamente, destruir, com a conivência e sob o silêncio de tantos. Por que razão, só saberá quem o promove. Mas e perante tudo isto, o que fazemos? Naturalmente, recomeçamos: se não for aqui e agora, noutro sítio e momento qualquer, mas sempre, sempre pela Madeira em que acreditamos.


 
 
 

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