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JPP promete ir até às últimas consequências para travar projeto das Ginjas

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
12 de fev. de 2021
2 min de leitura

Rafael Nunes: "O Governo Regional PSD/CDS teima em gastar 10 milhões de euros numa obra que vem destruir grande parte do Património Natural da Região.”



"Avançar com a asfaltagem das Ginjas, em plena pandemia, não é só um ataque direto à Laurissilva, mas também um ataque económico e social à população da Madeira. O JPP não concorda que "numa altura que a taxa desemprego sobe de uma forma indiscriminada, quando o tecido económico e empresarial implora por mais apoios públicos, quando o setor da saúde suplica por mais ajuda e um maior financiamento púbico, o Governo Regional PSD/CDS teima em gastar 10 milhões de euros numa obra que vem destruir grande parte do Património Natural da Região.” Esta crítica é do partido Juntos Pelo Povo, que através de Rafael Nunes promete ir até às últimas consequências para travar o avanço da obra: o JPP diz que "não baixará os braços, irá aguardar que o Governo Regional emita a Declaração de Impacte Ambiental desfavorável e que tome em consideração a participação recorde que assistimos na passada terça-feira, com várias pessoas e ONG´S Regionais a marcarem a sua posição na defesa da floresta Laurissilva"

Caso o Governo não abandone o projeto, o JPP afirma que "estará em condições de levar esta situação até às últimas consequências”, conclui o deputado".O Juntos pelo Povo (JPP) realizou uma conferência de imprensa destacando a entrega da sua colaboração na consulta pública para o estudo de impacte ambiental do Caminho das Ginjas. Rafael Nunes, porta-voz da iniciativa e Vice-Presidente do Grupo Parlamentar esta colaboração com cerca de 70 páginas e um total de 127 pontos, foi conclusiva em comprovar as lacunas deste relatório.Rafael Nunes refere-se a um relatório “muito incompleto, com uma aberrante falta de rigor técnico e científico, como por exemplo, a incapacidade de identificar corretamente as espécies presentes na zona das Ginjas”. O deputado do JPP vai ainda mais além referindo que não entende o parecer favorável “à destruição de grande parte de um rico património natural, como é a floresta Laurissilva. Como é que se pode querer destruir este património sem saber o que lá existe, sem ter a noção que podemos estar a erradicar espécies únicas em todo o mundo, que nem foram analisadas neste estudo”. Rafael Nunes dá como exemplo dados do IFCN, que indicam, a existência de mais de 500 espécies endémicas existentes na Laurissilva, que não foram consideradas neste estudo de impacto ambiental”.Recorde-se que o Governo revelou ontem, no site oficial, que vários quilómetros da estrada das Ginjas serão em pedra.

 
 
 

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