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Lidl dá 10% de aumento a partir de janeiro e promete contratos sem termo

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
29 de out. de 2022
2 min de leitura

O 3.º e último escalão, que já tinha sido atualizado para os 900 euros em 2022, é agora revisto para os mil euros, em 2023.



O grupo Lidl, de grande implantação internacional de supermercados e que se prepara para entrar no mercado madeirense com três lojas, anunciou aumentos de 10% aos seus trabalhadores a partir de janeiro, além de oferecer contratos sem termo em todas as funções, à exceção dos picos de trabalho pontual, segundo revela o dinheiro vivo.

O Lidl passa, assim, a pagar o ordenado mínimo de 820 euros mensais, sendo que o salário mínimo nacional para 2023 sobe para 760 euros, valor que na Madeira acresce cerca de 20 euros. O valor global dessas medidas ronda os 8,4 milhões.

O dinheiro vivo acrescenta que "a par disto, a empresa vai, igualmente, e como revela Maria Román, administradora de RH do Lidl Portugal, aumentar e fazer ajustes aos restantes escalões, "sendo que o 3.º e último escalão, que já tinha sido atualizado para os 900 euros em 2022, é agora revisto para os mil euros, em 2023". Feitas as contas, "é um aumento de 20,5% em 24 meses, que impacta 48% das nossas pessoas".

Recorde-se que nos últimos tempos, o Lidl tem sido notícia sobre a vinda das suas unidades para a Madeira, numa aposta de 100 milhões, mas por uma questão polémica relacionada com a compra, ao grupo Blandy, do quarteirão da Madeira Wine para construir um supermercado no Largo da Cruz Vermelha. A Câmara chumbou o projeto, alegando que a existência de um supermercado naquela zona iria congestionar ainda mais a circulação automóvel. O impasse parece ter sido desbloqueado durante uma reunião de responsáveis do Lidl com a Câmara do Funchal, representada pelo presudente Pedro Calado e pelo vereador do Urbanismo João Rodrigues, com o compromisso do grupo investidor alterar o projeto inicial para haver a respetiva aprovação autárquica. Mas sem haver dados sobre o projeto inicial, dificilmente poderá alguém comparar o que eventualmente será ou não alterado.

Maria Román, a administradora dos Recursos Humanos, destacou a implementação do Flex, "sistema que visa facilitar a flexibilização de horários em toda a sua operação, permitindo uma melhor gestão da vida pessoal dos colaboradores das lojas e entrepostos", refere a mesma publicação.

 
 
 

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