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Madeira com mais eleitores do que residentes balança entre alterar ou deixar assim

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
31 de jan. de 2022
2 min de leitura


Representante da República alertou para a desatualização dos cadernos eleitorais, o que poderia distorcer os números da abstenção. Só que uma "limpeza" de eleitores fantasma pode comprometer os 6 deputados do círculo.




Os cadernos eleitorais não estão atualizados e isso provoca algumas situações que distorcem a realidade dos números, de residentes e de inscritos. A Madeira tem mais eleitores, 256.431, do que residentes 253.976, um quadro impossível de corresponder ao que é efetivamente a situação. O problema é mesmo alterar, atualizar, como alertou o Representante da República chamando a atenção para a possível distorção no que diz respeito aos níveis da abstenção. Mas que é um processo que envolve alguma complexidade do ponto de vista estratégico da Região, lá isso é, sendo que uma limpeza de eleitores fantasma poderá representar uma descida de 6 para 5 deputados no círculo da Madeira.

Nestas eleições legislativas, na Região, do número de inscritos votaram 127.111, deixando por isso de fora 129.323 eleitores. A percentagem de votação foi de 49,57% e a abstenção rondou os 50,43%.

Por concelhos, a taxa de abstenção maior verificou-se na Ribeira Brava, com 6.421 votantes entre 13.976 inscritos. Em Machico, com 20.403 inscritos, votaram 9.986 eleitores, uma diferença de 10.417.

Na Calheta, votaram 5.880 eleitores dos 12.246 inscritos. Em casa, ficaram 6.366. Em Câmara de Lobos, também uma razia, com 14.757 votantes entre 32.536 inscritos. Uma diferença de 17.779.

Na Ponta do Sol, votaram 4.368 eleitores e estavam inscritos 9.862, traduzindo-se numa diferença de 5.494.

O Funchal não registou um cenário muito diferente, com 52.098 eleitores a ficarem em casa. Votaram 53.880 e estavam inscritos 105.978 eleitores.

Relativamente a Santa Cruz, foram votar 21 047 eleitores dos 39.902 inscritos, pelo que 18.855 demitiram-se do exercício do dever e do direito. O mesmo aconteceu em Santana, onde ficaram em casa 3.705 eleitores dos 7.330 inscritos. Foram, assim, votar 3.625.

No Porto Moniz, votaram 1.667 eleitores estavam inscritos 3.036, uma diferença de 1.359. Também a norte, em São Vicente, votaram 2.678 eleitores dos 5.967 inscritos. Não foram votar 3.289.

No Porto Santo, dos 5.195 inscritos, votaram 2.792. De fora ficaram 2.403.



 
 
 

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