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  • Henrique Correia

Madeira com quebras de 86,8% nas dormidas em julho

A área da grande Lisboa e a Madeira foram as únicas regiões em que o número de dormidas de não residentes foi superior à de residentes.


Portugal registou, em julho, um milhão de turistas, menos 64% comparativamente com igual mês de 2019. O turismo interno evitou males ainda maiores, face à situação pandémica que afetou a mobilidade de visitantes em todo o mundo e que se refletiu em Portugal, designadamente em zonas de maior incidência turística, casos da Madeira e do Algarve.

Dados do Instituto Nacional de Estatística revelam que no mês de julho o setor do alojamento turístico regista 1,0 milhões de hóspedes e 2,6 milhões de dormidas, o que corresponde a variações de -64,0% e -68,0%, respetivamente (-82,0% e -85,2% em junho, pela mesma ordem). As dormidas de residentes terão diminuído 31,3% (-59,7% em junho) e as de não residentes terão decrescido 84,2% (-96,2% no mês anterior).

O Algarve tem uma quebra de 64,7%, mas a verdade é que, ainda assim, foi a região com mais dormidas em julho. É naturaal que o universo de estastística movimenta-se por dados objetivos, com números, e com patamares de comparação, relativamente ao ano anterior em que não houve pandemia e, por isso mesmo, os indicadores foram estabelecidos em situação normal do turismo em Portugal. Este ano é diferente e não podemos comparar cenários diferentes para podermos tirar conclusões relativamente a número de visitantes. Neste contexto, Madeira e Açores revelaram elevadas quebras, respetivamente de 86,8% e 84,6%. A área da grande Lisboa e a Madeira foram as únicas regiões em que o número de dormidas de não residentes foi superior à de residentes.



De referir que, em julho, 27,6% dos estabelecimentos de alojamento turístico terão estado encerrados ou não registaram movimento de hóspedes (46,3% em junho), uma realidade que se aplica também à Madeira, onde muitas unidades hoteleiras, algumas de grandes grupos económicos, mantêm-se encerrados.

No todo nacional as dormidas de residentes terão diminuído 31,3% (-59,7% em junho) atingindo 1,7 milhões, representando 65,5% do total, enquanto as de não residentes terão decrescido 84,2% (-96,2% no mês anterior), situando-se em 906,6 mil. Os hóspedes residentes terão sido 719,3 mil, o que se traduz num decréscimo de 32,7% (-60,3% em junho) e os hóspedes não residentes terão atingido um total de 305,8 mil, recuando 82,8% (-95,6% no mês anterior).

O Alentejo terá continuado a apresentar a menor diminuição no número de dormidas, face ao mês homólogo, apresentando uma descida de 25,8% (-6,6% no caso dos residentes e -63,3% no de não residentes), após a variação negativa de 48,9% no mês anterior.

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