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  • Henrique Correia

Madeira sem registos de gripe em "pandemia" de incertezas sobre a Covid-19


Pedro Ramos participou numa mesa redonda preparatória da Cimeira das Regiões de Saúde, que decorre no Funchal a 27 e 28 de abril. O secretário da Saúde defendeu a importância de implementar o passaporte sanitário



No meio da pandemia e do desconhecido, as medidas da avaliação possíveis com o que se conhece. No meio da prevalência das incertezas, a vacina pode dar alguma esperança no imediato, ao mesmo tempo que se aguarda uma análise mais pormenorizada para definir o futuro.

Foi esta, sensivelmente, a base da mesa redonda que decorreu online, relativa à preparação para a Cimeira das Regiões de Saúde, que vai decorrer no Funchal a 27 e 28 de abril, meia presencial, meia digital. Para debate, foram chamados o secretário regional da Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos, e dois antigos ministros da Saúde, Adalberto Campos Fernandes e Luís Filipe Pereira.

Foi neste âmbito que Pedro Ramos fez algumas uma revelação a "reboque" da abordagem da Covid-19 e das vacinas, bem como a sua eficácia por comparação com a grioe. Como por exemplo: a Madeira não tem, neste momento, qualquer registo laboratorial de gripe, o que é relevante atendendo a que estamos no mês que, habitualmente, constitui o "pico" da gripe na Região. E tomou uma posição sobre o passaporte sanitário, considerando-o importante e necessário numa Região turística como é a Madeira. É verdade que, mesmo com vacina, pode contrair o vírus e haver transmissibilidade, mas será com menor intensidade.

Mas Pedro Ramos deu o ponto de partida para um quadro em que são mais as dúvidas do que as certezas, no que se prende com a Covid-19. "Não sabemos se o vírus vai continuar, se será suficiente uma dose", admitiu para dar o mote a uma reflexão mais aprofundada e alargada no tempo. Lembrou as medidas restritivas e considerou a vacinação importante para dominuir os indicadores".

Adalberto Campos Fernandes levantou este e outros problemas que adensam, ainda mais, as dúvidas. O desconhecido do vírus e a percentagem de pessoas que recusam ser vacinadas e cuja percentagem pode comprometer os resultados e a eficácia do processo de vacinação.

E neste quadro, como é que vamos assumir a retoma do Turismo? De que forma é importante o chamado passaporte Covid? Pedro Ramos acha que sim, lembra que 21% do PIB regional é Turismo, daí a relevância de procedimentos que, a par das medidas internas, possam permitir a retoma de uma atividade importante.

Adalberto Campos Fernandes fala nas vulnerabilidades da Madeira nesta matéria, Luís Filipe Pereira lembra que a retoma turística não será assim tão fácil em termos globais, uma vez que uma parte significativa de países nem começou a vacinação. "O turismo é global, tudo o que sejam destinos longínquos serão difíceis de realizar, existem escalas pelo meio". Além disso alerta, "não sabemos bem a reação destas vacinas perante as novas variantes. E há os que não pretendem ser vacinados, há estudos que dizem que se essa recusa for de 10, 15%, pode ser grave do ponto de vista dos novos contactos".

Adalberto Campos Fernandes, por outro lado, defende, não passaporte, mas um certificado digital. Mas é importante termos alguma precaução, abrindo aos poucos. Não podemos ter um novo confinamento e devemos ter a consciência que será necessário ter, em março, um comportamento de bervos de aço. Os números estão mais baixos, mas não podemos pensar como em novembro, dezembro. Luís Filipe Pereira pauta-se pelo mesmo padrão. Quer saber se esta será uma situação de emergência ou se ficará como uma situação endémica

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