Madeira tem elevado número de trabalhadores com o ordenado mínimo

A preocupação foi manifestada pela líder da CGTP e pela USAM na audiência com o Representante da República.

A secretária-geral da CGTP-Intersindical, Isabel Camarinha, acompanhada por uma delegação da USAM – União dos Sindicatos da Madeira, composta pelos seus dirigentes Alexandre Fernandes e Maria José Afonseca, foram hoje dizer ao Representante da República que em relação à situação particular da Região Autónoma, há preocupação "quanto ao elevado número de trabalhadores que vivem com o ordenando mínimo, considerando que, em alguns setores de atividade - nomeadamente o Turismo, onde a recuperação económica tem sido mais rápida - haveria condições para um aumento mais acentuado dos salários".
O Representante da República aproveitou a audiência para salientar a importância do papel das organizações sindicais na vida da Região Autónoma, tanto na melhoria das condições de vida dos trabalhadores como no aumento da coesão social.
Durante o encontro, a secretária-geral da CGTP teve ocasião de expor as suas preocupações em relação à atual situação atual decorrente da pandemia e da guerra na Ucrânia, nomeadamente com o nível de inflação,que tem gerado o empobrecimento geral das famílias, com particular impacto nos trabalhadores de mais baixos rendimentos e gerando consequências diretas ao nível do aumento das desigualdades sociais.



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