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Madeira vai com Rui Rio; Pedro Coelho e Pedro Calado "jogam" o capital que têm

Foto do escritor: Henrique Correia
Henrique Correia
19 de dez. de 2021
2 min de leitura

Vamos ver, este domingo, onde cabe a Madeira neste PSD que quer vencer a 30 de janeiro. Querer até pode, mas é preciso ter em conta a equipa que está do outro lado.




O congresso nacional do PSD, que este domingo termina em Santa Maria da Feira, tem sido um hino a Rui Rio. Um PSD ao centro, abrindo a porta ao PS deixando o Bloco Central à vista. Críticos, nem vê-los. E até a Madeira já fez a sua parte, tem Pedro Coelho na comissão política do presidente reeleito, mas também pode ter um conselho nacional, uma espécie de parlamento do partido, com Pedro Calado a líder e com subscrição de Montenegro, que já perdeu a disputa de liderança com Rui Rio. Por isso, a Madeira fica do lado dos que apoiam e do lado dos que, não tendo apoiado diretamente, também não estão contra. Pode trazer dividendos esta estratégia.

Para Pedro Calado, que vem de uma grande vitória no Funchal, nas últimas eleições autárquicas, tem uma oportunidade de ouro para meter uma "lança", não em África, como diz a expressão, mas no partido e com peso na gestão dos equilíbrios que depois vão conduzir, quem sabe, a uma governação nacional, isoladamente ou em coligação.

No seio do PSD Madeira, ninguém esconde uma certa surpresa por este passo de Calado, que corresponde a uma estratégia pessoal, mas também partidária, de sensibilidades, uma vez que mesmo admitindo a circunstância de Calado não ter feito, partidáriamente, um percurso de "escola partidária", no PSD Madeira, de tarimba na estrutura regional, a verdade é que a vitória no Funchal, o peso e a proximidade que tem com grupos económicos, que hoje são determinantes na ação política de poder, nos partidos também, acabam por lhe dar um capital que pode vingar no PSD nacional, com reflexos para a Madeira e com um posicionamento que até nem fazia parte da linha de apoio direto a Rui Rio, o que pode ser bom em termos negociais.

Pedro Coelho é um caso diferente. É também um ativo do PSD Madeira, mas mais figura de partido. O que falta a Calado, Coelho tem de sobra, conhece a máquina, tem maior expressão no povo, não é só Câmara de Lobos, e apresenta igualmente um capital de votos que já valia muito e passou a valer mais nestas últimas autárquicas.

Vamos ver, este domingo, onde cabe a Madeira neste PSD que quer vencer a 30 de janeiro. Querer até pode, mas é preciso ter em conta a equipa que está do outro lado.


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